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Bolsonaro volta a negar participação na morte de Marielle

"Que motivo eu teria de cometer um ato daquele?", questionou o presidente

5 nov 2019
22h25
atualizado às 22h42
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O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar que não tem nenhuma participação na morte da vereadora Marielle Franco e a atacar a imprensa. "Não é uma imprensa que colabora com o Brasil que age deste jeito, diz agora que existe um segundo porteiro", afirmou.

Além da MP e do projeto de lei, Bolsonaro assinou cinco decretos durante o evento
Além da MP e do projeto de lei, Bolsonaro assinou cinco decretos durante o evento
Foto: Alan Santos/Presidência da República / Estadão Conteúdo

Reportagens veiculadas no Jornal Nacional mostraram que, durante as investigações realizadas pela polícia do Rio sobre a morte da vereadora, um telefonema teria sido feito para a casa do presidente no condomínio Vivendas da Barra, para onde se dirigiu o ex-PM Elcio Queiroz, suspeito da participação do crime, no dia do assassinato. Na ocasião, Bolsonaro estava em Brasília.

"Que motivo eu teria de cometer ato daquele?", questionou. "Lamento pelo que ocorreu, pela sua família."

As afirmações do presidente foram feitas durante a cerimônia que marcou os 300 dias do seu governo. Antes do discurso, um vídeo preparado especialmente para o evento foi apresentado, com frases que falavam sobre o resgate do patriotismo e destacavam a necessidade de colocar em cada projeto a marca do "novo Brasil".

Além do vídeo, foi deixada para a cerimônia a assinatura de um pacote de medidas. Ao todo, foram 7 propostas legislativas e decretos. Entre as principais propostas estão a Medida Provisória que quebra o monopólio da Casa da Moeda e o projeto de lei que permite a privatização da Eletrobrás.

No discurso, de menos de 15 minutos, o presidente também saiu em defesa de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ). Partidos apresentaram nesta terça à Comissão de Ética um pedido para cassação do mandato do parlamentar.

O requerimento é uma reação às afirmações feitas pelo deputado, na semana passada, sobre o retorno de medidas semelhantes ao AI-5, caso o Brasil enfrentasse manifestações como as que ocorrem no Chile.

"Devemos ter capacidade de nos antecipar aos problemas", afirmou o presidente, sobre o Chile. "Aqui, alguns brasileiros ficam maquinando como chegar ao poder, seja qual forem os meios".

Na defesa do filho, Bolsonaro também citou o seu passado. Lembrou que foi alvo de inúmeros processos de cassação. "Espero que Eduardo não entre nessa aí", disse, para mais tarde emendar: "Mas sempre respeitaram a opinião", numa alusão à imunidade parlamentar, prerrogativa que permite a deputados e senadores se expressarem quando estão no exercício de suas funções.

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Estadão
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