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Polícia

BA: polícia identifica autores de vídeo de Kelly Cyclone no IML

27 ago 2011 - 12h04
(atualizado às 12h11)
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A Corregedoria do Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Bahia concluiu, na última sexta-feira, uma sindicância que apurou a divulgação de um vídeo com imagens filmadas dentro do Instituto Médico Legal (IML) de Salvador (BA) do corpo de Kelly Sales Silva, 22 anos, jovem que teria tido envolvimento com o tráfico e ficou conhecida como Kelly Cyclone por ajudar a organizar festas regadas a cocaína e namoros com chefes de quadrilhas. Segundo o DPT, dois funcionários seriam os responsáveis. A sindicância foi encaminhada para a Polícia Civil e o Ministério Público.

Apontada como traficante, Kelly costumava exibir suas tatuagens em redes sociais
Apontada como traficante, Kelly costumava exibir suas tatuagens em redes sociais
Foto: Reprodução / Futura Press

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A medida foi tomada após a família da vítima declarar que pretende processar o Estado da Bahia pela publicação das cenas do site YouTube. Segundo o DPT, as imagens foram realizadas em um local de acesso restrito a agentes da segurança pública. O vídeo mostrava o corpo de Kelly com uma camiseta da Argentina, e os detalhes das inúmeras tatuagens da jovem. Outros cadáveres que estavam no IML também foram filmados. O vídeo postado com o título "Kelly Cyclone morta no IML" tinha 1 minuto e 56 segundos.

Kelly foi morta a tiros na madrugada do dia 18, quando estava dentro do carro de um jovem de 26 anos, filho de policial e apontado como suspeito pelo crime, nas proximidades da praça central de Lauro de Freitas. Em interrogatório, o jovem negou qualquer participação no assassinato e garantiu que os disparos partiram de tripulantes de um automóvel Focus que teriam interceptado o carro dele e fugido em alta velocidade após o crime.

Familiares de Kelly negam que a jovem tenha ligações com tráfico ou quadrilhas de assaltantes. A notoriedade dela ganhou força em fevereiro de 2010, durante um evento que ficou conhecido como a "festa do pó na Boca do Rio". Na época, ela foi apontada pela polícia como um dos seis traficantes detidos no local. A jovem trazia no corpo tatuagens que chamavam a atenção, como um dragão que cobria a perna, a inscrição "Vida Loka" e o nome de um ex-namorado.

Dançarina de pagode, ela chegou a declarar que pensava em disputar uma vaga na Câmara Municipal de Vereadores de Salvador em 2012.

Fonte: Terra
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