Atestado: morte de travesti ocorreu devido ao HIV
O atestado de óbito do travesti Andréia Albertini, 22 anos, que morreu na quinta-feira, indica coma neurotoxoplasmose síndrome imunodeficiência adquirida, que é uma infecção no cérebro que se desenvolveu devido à baixa imunidade de Andréia, que tinha Aids, informou nesta sexta-feira a assessoria de imprensa da prefeitura de Mauá, no Grande ABC paulista. O travesti ficou famoso por se envolver em uma confusão com o jogador Ronaldo, do Corinthians.
Segundo a mãe de Andréia, o travesti lutava contra o vírus do HIV desde 2006. Sônia Regina Maria confirmou que sua filha contraíra o vírus com um parceiro no Rio de Janeiro. Ela estava internada havia dois dias no Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini, em Mauá.
O corpo do travesti, que legalmente se chamava André Luiz Ribeiro Albertini, foi enterrado nesta manhã, por volta das 10h, no cemitério Santa Lídia, também em Mauá.
Confusão com Ronaldo
Andréia ficou famosa após se envolver em uma confusão com o jogador Ronaldo. Acompanhada de mais dois travestis, Andréia acusou o jogador de não pagar um programa e de ter usado drogas em um motel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Depois, o travesti recuou e disse ter inventado toda a história.
Ronaldo alegou que levou o grupo ao hotel pensando que eram prostitutas e, ao perceber o erro, quis ir embora, mas foi chantageado pelo travesti. Todos acabaram na delegacia. À polícia, Ronaldo teria dito que Andréia exigiu R$ 50 mil para não denunciá-lo à imprensa.
Por isso, Andréia respondia a processo na Justiça, acusada de tentativa de extorsão pelo Ministério Público. De acordo com a denúncia, Andréia teria se aproveitado do fato de estar com um cliente famoso para tentar se beneficiar financeiramente. Albertini também foi parar na delegacia outra vez, em setembro de 2008, após brigar com um homem que a acusou de roubo em Copacabana.