Adilsinho preso: entenda sua relação com Shanna Garcia e Vale o Escrito
Contraventor era o principal bicheiro foragido do Rio de Janeiro
Adilsinho, o principal bicheiro que estava foragido no Rio de Janeiro, foi preso nesta quinta-feira, 26, pelas polícias Federal e Civil do estado fluminense. Ele é apontado como mandante de homicídios e como o principal produtor e distribuidor de cigarros falsificados.
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Entre os crimes que costumam ser atrelados a Adilsinho estão o ataque a tiros que Shanna Garcia, uma das personagens de Vale o Escrito, sofreu em 2019 e a morte em 2011 do então marido dela, José Luís de Barros Lopes, conhecido como Zé Personal.
Shanna leva uma vida discreta no Rio de Janeiro, mas foi um dos destaques do documentário Vale o Escrito, sobre o funcionamento do jogo do bicho no Rio de Janeiro. Ela é filha de Maninho, apelido de Waldemir Paes Garcia, que controlava o jogo em várias regiões do Rio de Janeiro e era um dos patronos do Salgueiro.
Maninho fazia parte da antiga cúpula do jogo do bicho e foi assassinado em setembro de 2004, quando deixava uma academia. Após isso, teve início uma batalha sangrenta pelo controle das áreas do jogo do bicho que eram controladas por Maninho, o que levou a diversas mortes na família Garcia.
Adilsinho conseguiu assumir as regiões que eram de Maninho com apoio dos bicheiros Rogério Andrade, patrono da Mocidade Independente, e de Vinicius Drumond, que foi alvo de um atentado a tiros em julho do ano passado. Rogério e Vinicius fazem parte da nova cúpula do jogo do bicho, da qual Adilsinho passou a fazer parte.
Após tomar posse das áreas que eram de Maninho, Adilsinho também assumiu o lugar dele como patrono do Salgueiro.
Prisão de Adilsinho
Adilsinho foi preso nesta quinta-feira, 26, em uma residência em Cabo Frio (RJ). Ele estava foragido por força de mandado em aberto expedido pela Justiça Federal, sendo que ele também é apontado como mandante de homicídios e procurado pela Justiça Estadual.
De acordo com a Polícia Civil, Adilsinho é considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do Rio, atividade criminosa que está ligada a organizações armadas e com atuação transnacional, marcada pela imposição de violência e domínio territorial.
Os homicídios atribuídos a Adilsinho teriam sido motivados por questões relacionadas à disputa pela exploração ilegal de cigarros ou de jogos de azar. Em novembro de 2024, ele foi indiciado pelas mortes de Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinho Catiri, e de Alexsandro José da Silva, o Sandrinho.