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PF prende Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, por descumprimento de cautelares

2 jan 2026 - 08h59
(atualizado às 09h49)
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A Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta-feira Filipe Martins, ex-assessor internacional do ex-presidente Jair Bolsonaro, por ter descumprido medidas cautelares ao ter usado redes sociais, informou o advogado dele ‌Jeffrey Chiquini em comunicado de vídeo.

A detenção preventiva de Martins ocorre por determinação do ministro ‌Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Martins estava em prisão domiciliar desde 26 de dezembro de 2025 e, entre as medidas cautelares impostas, estava justamente a proibição do uso de redes sociais.

"Efetivamente, não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma ‍vez que a própria defesa reconhece a utilização da rede social, não havendo qualquer pertinência da alegação defensiva no sentido de que as redes sociais foram utilizadas para 'preservar, organizar e auditar elementos informativos pretéritos relevantes ao exercício da ampla ‌defesa'", afirmou o ministro do STF no despacho.

O advogado de Martins ‌criticou a prisão preventiva, dizendo que ela ocorreu sem motivo e que ele estava cumprindo todas as medidas cautelares até o momento de forma exemplar.

"Hoje, o STF coloca em prática aquilo que queriam desde 2019 quando ele foi selecionado como líder do gabinete do ódio", disse. "Não é uma medida cautelar, é uma medida de vingança", afirmou ele, em vídeo.

Chiquini disse que os advogados da defesa vão se reunir para avaliar se vão recorrer ao próprio Supremo. "Não jogaremos a toalha", ressaltou.

Sem citar Martins, a PF divulgou nota informando ter cumprido na manhã desta sexta-feira em Ponta Grossa, no Paraná, um mandado de prisão preventiva expedido pelo Supremo. Uma fonte confirmou reservadamente que foi Martins mesmo.

O ex-assessor de Bolsonaro também foi condenado a 21 anos pela Primeira Turma do Supremo no julgamento do chamado núcleo 2 da trama golpista. Nesse caso, apreciaram-se as denúncias sobre os responsáveis pela elaboração da "minuta do golpe", pelo monitoramento e pelo plano ‌de assassinato de autoridades, além de articulação dentro da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar o voto de eleitores da Região Nordeste nas eleições de 2022, conforme o STF.

A decisão do colegiado de condená-lo ainda não transitou em julgado.

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