PUBLICIDADE

Após JMJ, Paes quer ter maior poder de intervenção em comitês organizadores

Após erros cometidos pela organização do evento católico, prefeito do Rio quer mais proximidade com organizadores tendo em vista Copa do Mundo e Jogos Olímpicos

29 jul 2013 17h23
| atualizado às 17h23
ver comentários
Publicidade
Paes em coletiva de balanço dos números da JMJ 2013, no Rio
Paes em coletiva de balanço dos números da JMJ 2013, no Rio
Foto: J. P. Engelbrecht / Prefeitura do Rio / J. P. Engelbrecht / Prefeitura do Rio

Depois de afirmar em entrevistas que a nota para a organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2013 estaria “perto de zero”, diante das nítidas falhas no que se refere, principalmente, na questão do planejamento da terraplanagem do Campo da Fé, em Guaratiba, alagado e impossibilitado para uso após seguidas chuvas, o prefeito do Rio de Janeiro disse que seu maior aprendizado, passada a JMJ, é que a Prefeitura do Rio deve ter maior poder de intervenção junto aos comitês organizadores para os próximos eventos. 

“Eu tenho que ter uma intervenção maior nos comitês organizadores. Não que eles estejam equivocados, mas porque têm menos informação”, afirmou Paes, em coletiva de imprensa onde apresentou um balanço dos números finais da JMJ (veja lista abaixo). “Tem mil exemplos (de falhas). Tem problemas que foram decisões do comitê que a Prefeitura não tinha como acompanhar”, complementou. O Rio de Janeiro será sede ainda de dois grandes eventos: a Copa do Mundo, ano que vem, e os Jogos Olímpicos, em 2016. 

“São eventos muitos difíceis de se comparar, são muito diferentes. A Copa do Mundo vão ser quatro jogos, você sabe para onde vão as pessoas, quanto cabe. Na Olimpíada, no momento de pico, você vai ter 100 mil pessoas na Vila Olímpica. Vai ser mais fácil”, analisou. “Falhas acontecem e a gente vai aprendendo com elas”, completou. 

Sem os números dos custos que a Prefeitura disponibilizou para o evento, como o recapeamento da avenida Atlântica, em Copacabana, bairro que sediou praticamente toda a JMJ, e da estrada da Matriz, em Guaratiba, Paes explicou que o evento que contou com a presença do Papa Francisco foi o maior desafio que o Rio de Janeiro teve em sua história. 

“Se somarmos os eventos na praia de Copacabana, numa soma geral, vai chegar a quase 9 milhões de pessoas durante quatro dias. Óbvio que essas pessoas se repetiram, mas se a gente imaginasse algo assim, com as dificuldades que tivemos, sem tumulto, nada de grave aconteceu, o que mostra o perfil do visitante e o perfil dos cariocas de receber visitantes”, finalizou o Prefeito.

Confira abaixo os números da Prefeitura para a JMJ 2013:

Peregrinos inscritos: 355 mil de 175 países. 220 mil brasileiros.

Jornalistas: 6 mil de 70 países. Número recorde, de acordo com a Prefeitura”

Chegada do papa ao centro, dia 22/07: 250 mil pessoas

Missa de abertura JMJ, Copacabana, dia 23/07: 500 mil pessoas

Papa no Hospital São Francisco, na Tijuca, dia 24/07: 30 mil pessoas

Papa na comunidade de Varginha, dia 25/07: 20 mil pessoas 

Encontro do papa com argentinos: 15 mil pessoas

Missa de Acolhida, Copacabana, dia 25/07: 1,5 milhão de pessoas

Oração do Ângelus, dia 26/07: 50 mil pessoas

Via Sacra, dia 26/07, Copacabana: 1,5 milhão de pessoas

Vigília, dia 27/07, Copacabana:  3 milhões de pessoas

Missa de Envio, dia 28/07, Copacabana: 3,2 milhões de pessoas. 

Mobilidade

6.438 ônibus fretados: 290 mil peregrinos transportados

Rodoviária Novo Rio: 24 mil ônibus + 5 mil ônibus extras

Estimativa de 500 mil peregrinos chegando 

Aeroportos

14 mil peregrinos passaram pela “Fun Zone” do aeroporto do Galeão

Trens - Supervia

Recorde na Central do Brasil – 155.777 em um único dia, sábado, dia 27/07

3 milhões de passageiros transportados em 4 mil partidas

Metrô

3 milhões de passageiros transportados em 4.250 partidas. Número recorde

Ônibus

8.800 ônibus em operação: 3,5 milhões de passageiros transportados. 

Limpeza urbana

345 toneladas de resíduos orgânicos removíveis em toda a JMJ

45 toneladas de materiais recicláveis. 

Uma noite de réveillon: 320 toneladas 

3.200 garis

4 mil contêineres

15 caminhões compactadores e 20 basculantes

Saúde

4.780 atendimentos

84 transferências para unidades da rede municipal

Mal estar geral, crise de asma, hipertensão (idosos), vômito, diarreia, dor lombar e cansaço

11 postos de atendimentos

240 profissionais

79 leitos

60 ambulâncias

Turismo

Fonte do Ministério do turismo: 2 milhões de turistas

Atendimento postos da RioTur: 270 mil

Injeção de recursos – R$ 1,2 bilhão

Visitantes de 180 países

93% querem voltar ao Rio

Fonte: Terra
Publicidade
Publicidade