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Após chuva e transtorno, peregrinação da JMJ termina com sol em Copacabana

27 jul 2013
07h44
atualizado às 15h54
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<p>Peregrinos começam a se aglomerar em direção ao Aterro do Flamengo</p>
Peregrinos começam a se aglomerar em direção ao Aterro do Flamengo
Foto: Felipe Schroeder Franke / Terra

Milhares de cristãos percorreram neste sábado os 9,5 km da rota de peregrinação demarcada entre o centro do Rio de Janeiro e Copacabana depois da transferência da atividade inicialmente marcada para Guaratiba. Após um início marcado pelo retorno do mau tempo e pelas longas filas para a retirada do kit vigília, os peregrinos seguiram em tranquilidade até a praia para encontrar mais uma vez o Papa e se instalar na areia para a vigília noturna.

O público não era muito expressivo pouco antes das 7h, horário oficial do início da caminhada. Mas o ponto de largada, em frente à Central do Brasil, logo deu lugar a avenidas lotadas de levas de cristãos que, mesmo sob chuva forte e invernais 15 ºC, levavam em suas costas mochilas e colchonetes para a vigília.

"A peregrinação representa a caminhada da vida, com todas suas alegrias e dificuldades, tal qual essa chuva", diz Alice Maria Ferreira Pereira, 46 anos, que estavam com sua família na caminhada. "Nós vamos ao encontro do Papa como parte dessa caminhada para já vivermos o reino de Deus aqui na Terra", completa a peregrina.

Inicialmente marcada para o bairro de Guaratiba, a peregrinação foi transferida por causa das fortes chuvas que alagaram a região. No entanto, os peregrinos não pareciam estar insatisfeitos com a mudança. "A decisão foi acertada. Não tinha como ficar lá em Guaratiba. Viemos para peregrinas, e não para fazer turismo em Guaratiba", disse Anízio Elias Pereira, 52 anos, marido de Alice, ambos de Guarulhos, São Paulo.

<p>Fila para a retirada do kit de vigília no Aterro do Flamengo: algumas pessoas esperaram mais de duas horas para pegar a caixa com lanche para a noite</p>
Fila para a retirada do kit de vigília no Aterro do Flamengo: algumas pessoas esperaram mais de duas horas para pegar a caixa com lanche para a noite
Foto: Felipe Schroeder Franke / Terra

Do transtorno do kit à virada do tempo
A caminhada era serena sob céu cinza, mas a peregrinação ofereceu na forma de fila o grande percalço do sacrifício. No Aterro do Flamengo, os fiéis formaram filas a perder de vista para a retirada do kit vigília - uma caixa de papelão de cerca de 4 kg com lanches para o pernoite praieiro. A grande quantidade de peregrinos mostrou-se superior à velocidade com que o posto de entrega da comida conseguia funcionar. Muitos ficaram 2 horas na fila, e outros desistiram.

Houve também quem optou por, com ou sem kit, rumar à praia usando o metrô ou o ônibus, sem enfrentar a provação da fila, da chuva e do trajeto e chegar com energias plenas para a vigília. Foi o caso do grupo de Vassula Barrreto, 17 anos, de Barbosa Ferraz, Paraná: ela e seus amigos optaram por pegar um ônibis e ir o mais próximo possível da praia. Era também o do padre Gerônimo Santos Pereira, 46 anos, que veio com um grupo de Natal (RN). "Isso aqui é uma maravilha, é lindo", dizia o padre feliz sobre a chuva e com duas caixas de kit. Ele pegou um táxi para Copacabana.

<p>Santina e Imanoel, de Santa Fé, Uruguai, já sob o sol que chegou ao Rio de Janeiro após início de manhã chuvosa e cinzenta</p>
Santina e Imanoel, de Santa Fé, Uruguai, já sob o sol que chegou ao Rio de Janeiro após início de manhã chuvosa e cinzenta
Foto: Felipe Schroeder Franke / Terra

Mas passado o desafio da fila do kit, a grande maioria dos cristão peregrinos rumaram pelo trajeto. À medida que os quilômetros avançavam, o tempo também mudava, e a chuva dava lugar ao sol, e o frio ao calor. Os cânticos e orações cresceram em voz, criando uma atmosfera crescentemente alegre e descontraída.

A técnica de enfermagem Romana Bange, 26 anos, disse ter vindo de Nova Friburgo especialmente para as atividades deste sábdo. Ao lado de um grupo de amigas, ela pegou um ônibus em sua cidade às 3h, chegou no Rio às 6h e foi direto para a caminhada. "A peregrinação é um modo de reviver o sacrifício de Jesus, reviver todo o seu esforço e provação. Por enquanto estou bem, não sei se daqui a pouco vou ficar cansada", disse a jovem, que veio preparada para passar a noite na praia com cobertores e sacos de dormir.

"No início o pessoal estava meio quieto, mas no final ficou tudo muito alegre", dizia a entusiasma Edna, 46 anos, da Bahia. Agitando uma bandeira e dando bom dia e vivas àqueles que encontrava pelo caminho. Ela, assim como todos outros que optaram pelo trajeto a pé, chegaram sem exaustão física ao fim a uma Copacabana lotada e ensolarada. Os termômetros marcavam já 20 ºC, o vento já diminuía à medida que a tarde avançava para mais um dia com o Papa em Copacabana.

<p>Peregrinos chegam à praia já lotada após completar o percurso; a maior parte do tempo foi usada na retirada do kit, em torno de duas horas; a maior parte do trajeto foi percorrida em menos tempo</p>
Peregrinos chegam à praia já lotada após completar o percurso; a maior parte do tempo foi usada na retirada do kit, em torno de duas horas; a maior parte do trajeto foi percorrida em menos tempo
Foto: Felipe Schroeder Franke / Terra

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Papa Francisco no Brasil
A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2013 ocorre entre os dias 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro. O evento, realizado a cada dois ou três anos, promove um encontro internacional de jovens católicos com o Papa. A última edição da JMJ ocorreu em 2011, em Madri, na Espanha, e reuniu cerca de 2 milhões de pessoas, de mais de 190 países. O JMJ 2013 marca também a primeira grande visita internacional do papa Francisco desde sua nomeação como líder máximo da Igreja Católica, em 13 de março deste ano.

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Fonte: Terra
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