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Nova Iguaçu tem 30% do território inundado; moradora diz que está 'ilhada'

Declaração é do prefeito Nelson Bournier (PMDB-RJ). Moradora da Baixada Fluminense reclama que, assim como ela, muitos estão presos em casa

17 dez 2013 - 16h55
(atualizado em 17/12/2013 às 11h33)
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Município da Baixada Fluminense já tem 2 mil desabrigados e desalojados, segundo a Prefeitura
Município da Baixada Fluminense já tem 2 mil desabrigados e desalojados, segundo a Prefeitura
Foto: Instagram / Reprodução

Após decretar estado de calamidade pública num dos principais municípios da Baixada Fluminense, o prefeito de Nova Iguaçu, Nelson Bournier (PMDB-RJ), afirmou que 30% do território está inundado e que cerca de 2 mil pessoas estão desabrigadas.

“Nunca choveu tanto nessa região. Eu te confesso que nunca vi chover tanto”, afirmou o prefeito, em entrevista à GloboNews. O sub-bairro de Austin e a localidade de Comendador Soares foram as regiões mais atingidas, onde moram, segundo o prefeito, cerca de 120 mil pessoas. “Mas toda Nova Iguaçu sofreu danos de alguma forma”, complementou.

De acordo com a diarista Geni Oliveira, moradora de Austin, no Jardim Marileia, “estamos todos ilhados aqui. Está todo mundo dentro de casa, ninguém conseguiu sair para trabalhar”. Ainda segundo Geni, “por onde se anda se enxerga lama e barro”. “Ninguém da Prefeitura passou aqui. Parece que a gente não existe”.

A falta de coleta de lixo na região, na opinião da moradora, contribuiu para que resíduos se espalhassem ainda mais pela região da Baixada Fluminense. De acordo com Bounier, já a partir desta quarta-feira, cerca de 100 homens trabalharão somente na região de Austin a fim de aliviar a situação dos moradores e escoar a água.

Um total de seis Centro Integrado de Educação Pública (Cieps) foram liberados pela Prefeitura para receber os desabrigados e desalojados. As aulas estão suspensas nesta quarta-feira. “Esperamos dar continuidade ao trabalho e retomar as aulas amanhã”, destacou o prefeito.

Houve um desmoronamento no Morro do Inferninho, no bairro de Austin, e 50 famílias foram retiradas do local pela defesa civil do município, que condenou os imóveis. Segundo a prefeitura, há um ferido sem gravidade e Bornier está sobrevoando a cidade para avaliar os estragos. O prefeito solicitou ainda ajuda ao governo estadual para lidar com os rios e valões que transbordaram.

Casa quase submersa: moradores estão presos e alunos, sem aula
Casa quase submersa: moradores estão presos e alunos, sem aula
Foto: Instagram / Reprodução

A Defesa Civil municipal e os bombeiros seguem com as buscas pelo pedreiro Martim Mesquita da Silva, 50 anos, desaparecido desde a madrugada, quando foi arrastado pela correnteza do rio que corta o bairro de Austin. 

A rodovia Presidente Dutra, um dos principais pontos de acesso à cidade e a São Paulo, tinha, às 14h40, cinco pontos de alagamento: os quilômetros 175 e 186, em Nova Iguaçu, o quilômetro 163, na altura do Rio de Janeiro, 174 em Belford Roxo e 202 em Seropédica. 

O canal do Paiol, no bairro de Vila Cava, transbordou, deixando cerca de 1 mil desalojados. O município estava em estado de emergência desde segunda-feira e ainda não havia se recuperado do temporal que atingiu o Rio na quinta-feira. A Diocese de Nova Iguaçu também liberou as paróquias para receber desalojados e desabrigados.

Fonte: Terra
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