Mulher ganhará R$ 15 mil por gravidez com 'pílula de farinha'
O Tribunal da Justiça (TJ) do Rio de Janeiro condenou a empresa Schering do Brasil Química e Farmacêutica a pagar indenização de R$ 15 mil a uma mulher que engravidou de gêmeos após tomar uma "pílula de farinha" como se fosse o anticoncepcional Microvlar. Os filhos da mulher ainda deverão receber pensão de um salário mínimo até completarem 18 anos. A decisão do julgamento foi publicada no dia 15 deste mês e divulgada nesta terça-feira.
Segundo o TJ, Roselane Alves Vieira utilizava o anticoncepcional Microvlar quando engravidou em 1998. O medicamento comercializado, contudo, era um placebo (um medicamento falso), que foi produzido para testar uma máquina de embalagens e acabou sendo comercializado.
Na decisão, a juíza substituta de desembargador Valéria Dacheux ressaltou que a inserção das crianças de maneira inesperada na vida da família causou frustração e angústia à mulher, que ainda teve que reajustar toda a rotina para receber os gêmeos.