Ministério da Justiça mantém em 16 anos classificação indicativa de 'Ted'
O pedido de reconsideração da classificação indicativa do filme Ted, feito pelo deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), foi indeferido pela Secretaria Nacional de Justiça, do Ministério da Justiça (MJ). A decisão de manter a indicação para maiores de 16 anos - e não 18, como foi solicitado pelo deputado - foi publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União.
De acordo com o despacho, foi considerado que "a atual classificação conferida ao filme faz advertência sobre a presença de conteúdos sexuais, drogas e linguagem imprópria" e que os conteúdos "têm impacto minimizado por contexto cômico, fantasioso e não correspondência com a realidade, à luz dos critérios objetivos previstos no Guia Prático da Classificação Indicativa".
Assim, foi considerado indeferido o pedido de reconsideração e mantida a classificação indicativa atribuída pelo setor técnico do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação como "Não recomendada para menores de 16 anos". Ainda na publicação, consta que "não estão presentes na obra cinematográfica em comento os elementos que apontariam para uma reclassificação como 'Não recomendada para menores de 18 anos'".
A polêmica de Ted
O filme, dirigido por Seth MacFarlane, estreou no último dia 21 no País e conta a história de um ursinho viciado em drogas. Logo após assistir ao filme o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) se disse "indignado" e "revoltado", pois teria sido induzido a levar o filho de 11 anos ao cinema sem saber do real conteúdo da produção - que não estaria claro na sinopse.
O deputado chegou a cogitar de pedir a proibição do filme, porém optou por apenas solicitar ao Ministério da Justiça que mudasse a classificação etária de 16 anos para 18 anos. "Assim como eu, muitos são induzidos ao erro, pelo fato do filme não trazer uma sinopse clara", alegou. Para ele, o filme - com cenas de consumo de drogas - passa a mensagem de que o ursinho, que não estuda, não trabalha e consome drogas, é um ser feliz.
As queixas de Protógenes causaram diversas reações entre os internautas, que levaram o assunto ao ranking dos assuntos mais comentados. Enquanto alguns tuiteiros acharam graça e fizeram piada com a proposta do deputado, outros ficaram indignados com a ideia de censurar o filme.