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Líder de protesto contra Belo Monte, cacique Paulinho Paiakan morre de Covid-19

17 jun 2020 - 15h58
(atualizado às 17h55)
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Os indígenas do Brasil perderam um de seus principais líderes para a Covid-19 nesta quarta-feira, com a morte de Paulinho Paiakan, um cacique kayapó que liderou protestos contra a hidrelétrica de Belo Monte nos anos 1980.

Barragem da hidrelétrica de Belo Monte durante a fase de construção da usina 
23/11/2013
REUTERS/Paulo Santos
Barragem da hidrelétrica de Belo Monte durante a fase de construção da usina 23/11/2013 REUTERS/Paulo Santos
Foto: Reuters

Ao lado do também cacique kayapó Raoni e do músico Sting, Paiakan ajudou a atrair atenção internacional para o custo ambiental e social de se construir a terceira maior represa do mundo no Rio Xingu, na floresta amazônica.

Paiakan, de 66 anos, morreu nesta quarta-feira em um hospital em Redenção, no sul de Pará -- Estado onde a epidemia de coronavírus se disseminou entre as comunidades indígenas e está matando diversos anciãos tribais.

Em 1998, Paiakan foi condenado a 6 anos de prisão pelo estupro de uma estudante de 18 anos em 1992 com a ajuda da esposa, que também foi condenada.

Belo Monte começou a gerar eletricidade em 2016, mas o projeto original foi reduzido devido à revolta global, e a usina produz cerca de um terço dos 11.200 megawatts planejados inicialmente.

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