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PF apreende 60 quadros de empresário envolvido na Lava Jato

Segundo delegado, obras de arte serviam como pagamento de propina

21 mai 2015 - 14h24
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Segundo investigações da PF, obras de arte eram usadas para lavar dinheiro oriundo do esquema de corrupção em contratos da Petrobras
Segundo investigações da PF, obras de arte eram usadas para lavar dinheiro oriundo do esquema de corrupção em contratos da Petrobras
Foto: Vagner Rosario / Futura Press

Agentes da Polícia Federal (PF) apreenderam nesta quinta-feira (21), na 13ª fase da Operação Lava Jato, 60 quadros e duas esculturas que pertenciam ao empresário Milton Pascowitch, dono da Jamp Engenheiros Associados Ltda, que teve prisão preventiva decretada na nova fase da operação. Para a PF e para o Ministério Público Federal, as obras de arte eram usadas para lavar dinheiro oriundo do esquema de corrupção em contratos da Petrobras.

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Das obras de arte apreendidas, 40 estavam na casa de José Adolfo Pascowitch, irmão de Milton Pascowitch, e 20 quadros e as duas esculturas na casa do próprio Milton. “É uma característica  que está se repetindo nos alvos investigados (pela Lava Jato) até agora”, frisou o delegado da PF Igor Romário de Paula. Milton Pascowitch será levado ainda hoje para a carceragem da PF, em Curitiba. 

Segundo o delegado, há contra Milton Pascowitch – apontado como um dos operadores financeiros da organização criminosa que fraudava contratos entre empreiteiras e a Petrobras – “farta documentação” que comprova o uso de obras de arte como pagamento de propina. “Ele repassava recursos de corrupção para Renato Duque (ex-diretor da Petrobras) por meio do pagamento de obras de arte. Milton Pascowitch está envolvido no esquema de lavagem de dinheiro dessa forma e se vierem novas fases, isso vai ficar evidenciado.”

Museu Oscar Niemeyer abre exposição com obras apreendidas na Lava Jato:

De acordo com procurador da República Carlos Fernando de Lima, Pascowitch foi citado diversas vezes pelo ex-vice-presidente da empreiteira Engevix Gerson Almada, em delação premiada, como intermediário do pagamento de valores do esquema de corrupção na Petrobras para o PT e para o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, que cumpre prisão domiciliar no Rio de Janeiro.

“Nesse sentindo, não temos claro o que Gerson Almada chama de Partido dos Trabalhadores, ou quem eram essas pessoas dentro do partido que recebiam os recursos. Nesse momento, o único vínculo claro é com a empresa (de consultoria) JD (do ex-ministro José Dirceu)”, disse Lima.

O procurador acrescentou que o pedido de prisão preventiva de Pascowitch foi motivado pela “reiteração” das atividades criminosas investigadas mesmo depois do início da Lava Jato. Pascowitch é considerado um dos 11 operadores do esquema na Diretoria de Serviços da Petrobras, comandada na época por Renato Duque.

Além das obras de arte, também foram aprendidos nesta quinta-feira documentos, carros e mídias em São Paulo, Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Henry Hoyer de Carvalho, citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef como um dos operadores do esquema, também foi preso nesta quinta após agentes da PF localizarem em sua casa uma arma de porte restrito sem documentação.

A Polícia Federal cumpriu seis mandados judiciais, sendo quatro de busca e apreensão - um no município mineiro de Itanhandu, um no Rio de Janeiro e dois em São Paulo - um de condução coercitiva, cumprido em São Paulo, e um de prisão preventiva, também na capital paulistana.

Agência Brasil Agência Brasil
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