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Nova fase da Lava Jato aproxima operação de José Dirceu

A prisão do lobista Milton Pascowitch abriu investigações envolvendo o suposto recebimento de propinas através das empresas de Dirceu

21 mai 2015
12h16
atualizado às 12h42
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A prisão do lobista da Engevix, Milton Pascowitch, na manhã desta quinta-feira (21), aproxima ainda mais a Força Tarefa da Operação Lava Jato do ex-ministro José Dirceu. Segundo o delegado Igor Romário de Paula, da Polícia Federal, Pascowitch é alvo central das investigações envolvendo o suposto recebimento de propinas pelo PT através das empresas de Dirceu. Segundo a PF, Pascowitch pagou R$ 1,4 milhão à JD Consultoria, empresa do ex-ministro, além de R$ 1,2 milhão para o ex-diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque

Delegado Igor de Paula e o procurador da República, Carlos Fernando dos Santos Lima durante coletiva sobre a 13ª fase da Operação Lava Jato
Delegado Igor de Paula e o procurador da República, Carlos Fernando dos Santos Lima durante coletiva sobre a 13ª fase da Operação Lava Jato
Foto: Vagner Rosario / Futura Press

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O ex-ministro já havia declarador que recebeu os R$ 1,4 milhão da Jamp, empresa de Pascowitch, por serviços de consultoria internacional prestados para a construtora Engevix Engenharia, em Cuba e no Peru, mas, para os investigadores da Lava Jato, a Jamp era uma empresa de fachada de Pascowitch usada para esquentar o dinheiro da propina. “Não há aparente relação justificável para a relação comercial formal entre as partes”, diz o delegado, que lembra que, em depoimento, um dos sócios da Engevix, Gérson de Mello Almada, confessou ter pago por serviços de “lobby” o operador de propina, como forma de garantir seus contratos na Petrobrás.

Obras de arte
Mais uma vez, a operação da PF apreendeu dezenas de obras de arte nas casas em que foram cumpridos mandados de busca e apreensão. “Foram aprendidas nesta manhã 40 obras de arte na casa de Pascowitch, em São Paulo, e outras 20 na casa de seu irmão, José Adolfo, que foi conduzido coercitivamente”, afirmou o delegado. Lembrando a apreensão de mais de 100 obras com Renato Duque, o delegado Igor disse que a Polícia Federal tem elementos para apontar que o ex-diretor de Serviços da Petrobrás recebia obras de arte como pagamento de propina. Segundo a PF, Pelo menos três quadros entre os 131 apreendidos em sua residência, teriam sido pagos pelo lobista da Engevix, Milton Pascowicht, preso nesta quinta-feira, 20, na 13ª etapa da Operação Lava Jato. “Esse é um mecanismo habitualmente usado para lavar dinheiro, são pagas com dinheiro em espécie. É um mercado não muito rígido e muito fértil para lavagem de dinheiro”, afirmou o delegado. “Pelo menos três casos já foram identificados em que ele (Duque) escolheu quadro, comprou e solicitou que fosse pago pelo operador”, disse o delegado.

Durante a 13ª fase da Operação Lava Jato foram cumpridos seis mandados judiciais, sendo quatro de busca e apreensão, um de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento, e um de prisão preventiva.

Dos quatro mandados de busca, um foi cumprido em Itanhandu (MG), outro no Rio de Janeiro e dois em São Paulo. Os dois mandados de busca e apreensão cumpridos em São Paulo foram na casa do irmão de Pascowitch – José Adolfo Pascowitch. Em cumprimento ao mandado de condução, José Pascowith também foi levado para prestar depoimento.

Os mandados de busca em MG e no RJ foram cumpridos em residências de Henry Hoyer de Carvalho. Ele é ex-assessor do ex-senador Ney Suassuna e é apontado como uma das pessoas que recebeu dinheiro do doleiro Alberto Youssef por intermédio do policial federal afastado Jayme Oliveira Filho. O policial disse que entregou dinheiro "duas ou três vezes" na casa de Carvalho, no Rio de Janeiro.

Fonte: Terra

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