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Em derrota para Renan, Senado define votação aberta para presidência da Casa

1 fev 2019 - 19h56
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O plenário do Senado definiu a votação aberta para a escolha do presidente da Casa, em uma derrota para o candidato do MDB ao cargo, senador Renan Calheiros (MDB-AL), que defendia a votação secreta.

Plenário do Senado
11/05/2016
REUTERS/Ueslei Marcelino
Plenário do Senado 11/05/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

Com 50 votos favoráveis, dois contrários e uma abstenção, essa votação ocorreu sob intensos protestos de Renan pelo fato de estar sendo comandada pelo senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que também é pré-candidato a presidente do Senado.

Após o resultado, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO), posicionou-se ao lado de Alcolumbre e disse que não ele iria presidir a sessão. "Tira ele daí", disse Renan, referindo-se ao senador do DEM.

Da tribuna, o senador Otto Alencar (PSD-BA), que disse que vai votar no colega Coronel Ângelo (PSD-BA), afirmou que essa questão vai ser judicializada e cobrou que Alcolumbre deixe a presidência da Casa.

Renan e aliados cobravam que Alcolumbre não presidisse a sessão e tampouco colocasse em votação a questão sobre se a sessão para a escolha do presidente do Senado fosse aberto e fechado.

O argumento de Renan e de apoiadores é que o regimento interno do Senado determina que a votação seja secreta e que não se poderia mudar a votação por uma consulta aos senadores em plenário. Em vários momentos, ele protestou contra a condução da sessão por Alcolumbre.

"Essa Casa é uma casa de homens públicos e não pode ser desmoralizado por Vossa Excelência", criticou Renan falando diretamente ao senador do DEM. Durante a sessão, Alcolumbre alegou ter amparo regimental para presidir o processo de votação por ser o único senador remanescente e habilitado da Mesa Diretora passada. Ele é o terceiro suplente da Mesa anterior.

A avaliação é que o senador do MDB --desgastado nos últimos anos em razão de denúncias e investigações que o atingiram-- teria mais chances de vencer numa votação secreta para comandar o Senado pela quinta vez. Recentemente, Renan --que na campanha apoiou para presidente o petista Fernando Haddad-- mandou sinais de aproximação ao presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Senador de primeiro mandato e que ficou em outubro em terceiro para o governo do Amapá, Alcolumbre quer também se viabilizar como um candidato anti-Renan. Nos bastidores, ele ainda conta com respaldo do ministro da Casa Civil e correligionário, Onyx Lorenzoni, movimento esse que gerou críticas de senadores de suposta interferência do Planalto na disputa.

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