Desmatamento da Amazônia tem queda de 35,4% de agosto a janeiro e atinge mínima recorde
O desmatamento na Amazônia registrou uma queda de 35,4% entre agosto de 2025 e janeiro de 2026 em comparação com igual período do ano anterior, indicando que o Brasil pode registrar este ano o menor desmatamento anual da série histórica iniciada em 1988, segundo dados do governo federal divulgados nesta quinta-feira.
Os 1.324 km² desmatados no período de seis meses do levantamento representam o menor valor já registrado nesses meses desde o início dessa série histórica, em 2016, de acordo com os números do sistema de satélites Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
De acordo com o secretário de Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, André Lima, os registros indicam que o Brasil poderá ter em 2026 o menor desmatamento anual da série histórica iniciada em 1988. O levantamento anual reflete o desmatamento entre agosto de um ano a julho do outro.
O período mais forte de desmatamento, no entanto, ainda não chegou e costuma ocorrer de maio a julho, alertou o coordenador do Programa de Monitoramento dos Biomas Brasileiros do Inpe, Claudio Almeida.
"Essa tendência não é garantia que vai ter essa redução, mas é forte. Continuada essa tendência vamos ter um número muito bom", afirmou.
Os dados apresentados nesta quinta-feira são fruto do acompanhamento mensal feito através do sistema de satélites Deter, que tem menos precisão do que o sistema Prodes, usado para o cálculo anual do desmatamento.
"O Deter é importante para ver uma tendência. Mais importante, com base no Deter o Ibama vai a campo e pode concentrar ações nas áreas de mais risco. Ele foi concebido para aumentar a capacidade de fiscalização", disse o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco.
Já no Cerrado, o desmatamento também apresentou retração, embora mais modesta. Entre agosto e janeiro, o bioma registrou queda de 5,9% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, conforme os dados do Deter, com 1.905 km² desmatados.