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Vídeos mostram uso de furadeiras domésticas em cirurgias em hospital de SP

Imagens obtidas pela TV Globo exibem os equipamentos; uso de furadeiras domésticas é proibido pela Anvisa

6 fev 2025 - 10h22
(atualizado às 10h25)
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Vídeos mostram uso de furadeiras domésticas em cirurgias em hospital de SP
Vídeos mostram uso de furadeiras domésticas em cirurgias em hospital de SP
Foto: Reprodução/TV Globo

Vídeos e relatos de funcionários mostram que médicos do Hospital Nossa Senhora do Pari, no Centro de São Paulo, usam furadeiras domésticas em cirurgias ortopédicas -- o que é proibido pela Anvisa desde 2008. As informações exclusivas são da TV Globo.

"São de cinco a nove furadeiras que têm na casa, dessas comuns que você compra para perfurar a parede. Algumas têm até raspada a marca e tem umas que são passadas isolante no cabo. Outras eles mesmos [médicos] reformaram", contou um funcionário do hospital, que não quis se identificar, à emissora.

"Tem uma pessoa responsável por comprar as coisas do hospital e ela compra essas porque diz que é mais barato e também para manutenção é mais barato", disse o funcionário.

Em nota técnica da Anvisa, o uso de furadeiras domésticas em cirurgias representa um grave risco para a saúde e constitui infração sanitária.

Ainda conforme a reportagem, nos fragrantes dentro do hospital, um detergente comum, com ação desengordurante, é o produto usado para higienizar os equipamentos. No site do fabricante, no entanto, o detergente é indicado para locais como pousadas, hotéis de médio porte, cozinhas e restaurantes.

O outro lado

Em nota à TV, a diretoria do Hospital Pari informou que os equipamentos usados são aprovados pela Anvisa e fiscalizados periodicamente pelos órgãos competentes.

A Anvisa disse que este caso seria uma demanda para a prefeitura local. A Prefeitura de São Paulo afirmou que não há denúncias contra o hospital e que, se comprovada irregularidades, o contrato pode ser rescindido. Também informou que o alvará sanitário é de responsabilidade do estado.

A Secretaria Estadual da Saúde disse que o hospital tem total autonomia administrativa e que está sob gestão do município. Além disso, informou que a Vigilância Sanitária faz inspeções no local.

O Conselho Regional de Medicina informou que investigará o caso. 

Fonte: Redação Terra
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