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Tragédia em Santa Maria

Dono da Kiss disse em 2011 que boate recebia até 1,4 mil pessoas

6 fev 2013 - 14h11
(atualizado às 14h29)
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Um dos donos da Boate Kiss, Elissandro Spohr, conhecido como Kiko, afirmou em entrevista concedida a uma coluna do Diário de Santa Maria, em 2011, que a casa noturna comportaria até 1,4 mil pessoas. Porém, de acordo com a documentação apresentada, atualmente o estabelecimento só comportaria cerca de 690 visitantes. Estima-se que no dia 27 de janeiro, data em que houve o incêndio que matou 238 pessoas, havia mais de 750 visitantes.

Vista do interior incendiado da boate Kiss, em Santa Maria. O governo federal reconheceu nesta terça-feira a situação da cidade do interior do Rio Grande do Sul, após um incêndio que matou 237 pessoas e uma comissão de deputados criada para acompanhar as investigações da tragédia pretende ouvir o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) do Estado. 29/01/2013
Vista do interior incendiado da boate Kiss, em Santa Maria. O governo federal reconheceu nesta terça-feira a situação da cidade do interior do Rio Grande do Sul, após um incêndio que matou 237 pessoas e uma comissão de deputados criada para acompanhar as investigações da tragédia pretende ouvir o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) do Estado. 29/01/2013
Foto: Policia Civil / Reuters

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“Sempre temos 700 ingressos antecipados e 700 na hora. Estamos tentando trabalhar para atender da melhor maneira o público. Tanto que passamos de quatro para dez caixas”, afirmou Kiko, em 2011. Na época, a entrevista abordava o sucesso da boate e as longas filas que se formavam na porta do estabelecimento.

Kiko passou a última noite em uma cela individual na Penitenciária Estadual de Santa Maria, no distrito de Santo Antão, segundo o jornal Correio do Povo de Porto Alegre. Na terça-feira, ele recebeu alta do Hospital Santa Lúcia, em Cruz Alta, a 130 quilômetros de Santa Maria, e foi levado à delegacia, onde prestou depoimento.

 
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Durante o dia de ontem, a defesa de Spohr havia pedido à Justiça que ele fosse levado a algum presídio de outra cidade, alegando que o empresário poderia sofrer ameaças.

O Ministério Público, no entanto, se posicionou contra o pedido, e a Justiça aceitou o argumento dos promotores Joel Dutra e André Fernando Rigo. "Sua remoção para outra comarca demandaria tempo para seu transporte e realização das diligências necessárias (acareações etc.), o que é totalmente desnecessário", disseram os promotores. O MP afirmou que outros três acusados estão detidos no presídio de Santa Maria "sem qualquer notícia de que estejam de alguma forma sob risco".

Incêndio na Boate Kiss

Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada do dia 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo tenha iniciado com um artefato pirotécnico lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou, foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate, e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.

A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos. A tragédia gerou uma onda de solidariedade tanto no Brasil quanto no exterior.

Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas.

Na segunda-feira, quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Sphor, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffman, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investigava documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergiam sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.

A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.

Fonte: Terra
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