Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Tragédia em Santa Maria

Com ministros, Dilma participa de culto por vítimas de Santa Maria

7 fev 2013 - 20h20
(atualizado às 20h23)
Compartilhar
Exibir comentários
Presidente Dilma Rousseff participou, na noite desta quinta-feira, de culto ecumênico em homenagem às vítimas da tragédia
Presidente Dilma Rousseff participou, na noite desta quinta-feira, de culto ecumênico em homenagem às vítimas da tragédia
Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República / Divulgação

Ao lado de ministros e senadores, a presidente Dilma Rousseff participou, na noite desta quinta-feira, de um culto ecumênico em homenagem às 238 vítimas fatais da tragédia ocorrida em 27 de janeiro na Boate Kiss, em Santa Maria (RS). O ato, que foi celebrado na Catedral Metropolitana de Brasília, também lembrou os jovens que ainda estão internados por sequelas do incêndio, causado pelo acionamento de um sinalizador no palco da casa noturna.

Galeria de fotos: Veja quem são as vítimas do incêndio em boate de Santa Maria

Veja como a inalação de fumaça pode levar à morte

Veja relatos de sobreviventes e familiares após incêndio no RS

Logo no início do culto, jovens entraram pelo corredor central da catedral carregando uma bandeira branca com rosas vermelhas simbolizando as vítimas do incidente. A bandeira ficou repousada sobre o altar durante todo o ato.

Além de Dilma, participaram do ato o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), os ministros Paulo Bernardo (Comunicações), Miriam Belchior (Planejamento), Alexandre Padilha (Saúde), José Eduardo Cardozo (Justiça), Maria do Rosário (Direitos Humanos), Tereza Campello (Desenvolvimento Social), Aloizio Mercadante (Educação), Antonio Patriota (Relações Exteriores), Paulo Sérgio Passos (Transportes), Celso Amorim (Defesa), Brizola Neto (Trabalho) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), assim como o corregedor-geral da União, Jorge Hage. Parlamentares também estavam presentes, inclusive dois representantes do Rio Grande do Sul, os senadores Paulo Paim (PT) e Ana Amélia Lemos (PP).

INCÊNDIO EM SANTA MARIA

Entenda detalhes de como aconteceu a tragédia em Santa Maria, na região central do RS, que chocou o País e o mundo e como era a Boate Kiss por dentro

 

Incêndio na Boate Kiss

Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada do dia 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo tenha iniciado com um artefato pirotécnico lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou, foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate, e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.

A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos. A tragédia gerou uma onda de solidariedade tanto no Brasil quanto no exterior.

Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas.

Na segunda-feira, quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffmann, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investigava documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergiam sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.

A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.

Fonte: Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade