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São Paulo, 469 anos: cinco novos cartões-postais para a cidade; conheça a lista

'Estadão' procurou personalidades da cultura, das artes e do entretenimento para eleger símbolos que representem uma cidade transformada no século 21

25 jan 2023 - 05h10
(atualizado às 07h31)
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Quando você pensa em São Paulo, quais imagens vêm à mente? O Masp, a Catedral da Sé, o Parque do Ibirapuera, as marginais engarrafadas, talvez alguma referência mais pessoal e antiga? As mudanças recentes às vezes são mais difíceis de notar em uma cidade em tão constante transformação

No aniversário dos 469 anos de fundação de São Paulo, o Estadão traz a reflexão: quais são os novos cartões-postais da cidade? Aqueles que simbolizam uma metrópole do século 21? A questão foi feita a nomes das artes, arquitetura, cultura e entretenimento ligados à capital, que indicaram até três marcos criados a partir de 2000, cujas cinco respostas mais significativas estão reunidas aqui.

A lista aponta para uma São Paulo menos "monumental", mais na escala humana. Em parte, são intervenções que mudaram a relação dos que aqui vivem e visitam com a paisagem e o ambiente público, sem a necessidade de obras gigantescas que transformassem esses espaços.

Distintos entre si, esses cartões-postais são referências visuais e afetivas para a população, ainda em processo de reconhecimento. Espelhos simbólicos de São Paulo: com seus problemas e, ao mesmo tempo, um sopro de renovação.

Paulista Aberta, o cartão-postal repaginado para receber as pessoas

A Avenida Paulista foi o mais citado novo símbolo da cidade. Não a via dos casarões da alta sociedade ou o centro financeiro do País de décadas atrás, mas a Paulista Aberta, dos domingos e feriados. A que simboliza a São Paulo do agora, que troca o tráfego de veículos pelo fluxo de milhares pedestres de diferentes idades, perfis e lugares em meio a apresentações artísticas e o vaivém de ciclistas.

"É uma iniciativa pública exitosa, baseada fundamentalmente em uma nova forma de ver a cidade, apostando em sua flexibilidade", diz o urbanista Abílio Guerra, professor da Mackenzie e editor da Romano Guerra Editora. "A Paulista Aberta é o exemplo mais notável da iniciativa (do programa Ruas Abertas, que libera vias para os pedestres aos domingos), ganhando protagonismo na vida sociocultural paulistana, tornando-se um dos mais alegres e pulsantes espaços públicos da grande metrópole."

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  • Estadão
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