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RS: após depredações, loja coloca cartaz pedindo 'desculpas' aos clientes

29 jun 2013 - 15h58
(atualizado às 16h41)
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Em uma loja de Porto Alegre, um enorme cartaz tomava a vitrine avisando que o estabelecimento havia sido alvo de vândalos
Em uma loja de Porto Alegre, um enorme cartaz tomava a vitrine avisando que o estabelecimento havia sido alvo de vândalos
Foto: Flavio Ferreira / Futura Press

Após a manifestação de quinta-feira, quando estabelecimentos foram depredados e veículos quebrados no centro de Porto Alegre, lojistas da capital gaúcha abriram o comércio neste sábado ainda contabilizando os prejuízos. Em uma loja na rua Alberto Bins, na região central da cidade, um enorme cartaz tomava a vitrine avisando que o estabelecimento havia sido alvo de vândalos e pedindo “desculpas” aos clientes.

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“Senhores clientes, estamos atendendo. Sofremos depredações. Vitrines temporariamente fechadas. Pedimos desculpas pelos transtornos”, dizia a mensagem no cartaz.

Prejuízos no comércio acumulados nas últimas semanas passam de R$ 3 milhões. Na última quinta-feira, a manifestação em Porto Alegre começou pacífica, na praça da Matriz, em frente à sede do governo do Rio Grande do Sul, mas não impediu que terminasse em violência.

Oito pessoas foram detidas - sete são suspeitos de danificar o patrimônio e um deveria estar em prisão domiciliar, mas foi identificado. Um sargento da Brigada Militar foi atingido por uma pedra durante confronto. O outro militar ferido quebrou o pulso em um acidente de moto.

Protestos criticam a Copa e pedem melhores condições de vida pelo País

 

Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

O grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Fonte: Terra
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