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PM pede que população não tente enfrentar vândalos no RS

Moradores da Cidade Baixa se prepararam para enfrentar vândalos; PM diz que não tem como conter 100% da ação de criminosos

28 jun 2013 - 15h12
(atualizado às 18h47)
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Coronel Alfeu de Freitas elogiou a ação da Brigada Militar, mas disse que não é possível coibir todos os atos de vandalismo
Coronel Alfeu de Freitas elogiou a ação da Brigada Militar, mas disse que não é possível coibir todos os atos de vandalismo
Foto: Fernando Diniz / Terra

A Brigada Militar (Polícia Militar gaúcha) não tem como coibir 100% da ação de vândalos que atuam nas manifestações de Porto Alegre, afirmou nesta sexta-feira o chefe do Estado Maior da corporação, coronel Alfeu de Freitas. Ele pediu, no entanto, que a população não tente coibir a ação de marginais com as próprias mãos, como tentaram moradores do bairro Cidade Baixa na noite de ontem ao se armarem com pedaços de paus.

Protestos por mudanças sociais levam milhares às ruas

Manifestações tomam as ruas do País; veja fotos

“A Brigada Militar não incentiva que moradores e organizações de bairro tenham atitudes como as que foram narradas ontem na Cidade Baixa. O que nós precisamos é nos melhor relacionar com essa comunidade para qualificar as patrulhas. Por favor, comunidade, não se organize desse jeito. Esse é um serviço da Brigada Militar”, disse o coronel Freitas em entrevista coletiva.

Apesar de a PM não ter registrado saques em lojas do centro de Porto Alegre, o ato pacífico em frente à Praça da Matriz, onde fica a sede o governo gaúcho, terminou em mais uma noite de confrontos e depredações. No bairro Cidade Baixa, carros e lojas foram danificados.

Veja imagens da festa que terminou em vandalismo em Porto Alegre:

“Nossa preocupação, com certeza, é minimizar o máximo possível, impedir realização de depredações e saques, mas infelizmente não se tem como ter 100% de ação positiva com um grupo como se apresentava ontem. As pessoas se distribuem, as pessoas vandalizam, muitas vezes sem poder a Brigada agir de imediato. A nossa preocupação era ter uma força, equipes de reação, para o mais rápido possível chegar e coibir os fatos”, disse.

A ação de ontem foi rapidamente dispersada pela PM. A manifestação sem passeata, e concentrada na Praça da Matriz, facilitou a polícia a cercar o centro de Porto Alegre. Ao todo, 18 pessoas foram detidas. Cinco foram presas em flagrante e um adolescente foi apreendido. Duas foram soltas mediante assinatura de termo circunstanciado. 

Na noite de ontem, a polícia intensificou o policiamento do centro, aumentando a revista de jovens que carregavam mochilas nas proximidades do local da manifestação. "Para minimizar os atos de vandalismo, nós buscamos abordar pessoas suspeitas quando elas estavam chegando na manifestação. Por exemplo, ontem tinha um rapaz que estava chegando na manifestação com um spray (de tinta) dentro da mochila. 'Vou pintar minha bicicleta', disse ele. Vai pintar a bicicleta às 22h? (...) Com certeza com essa ação nós conseguimos reduzir essas ações de pichação e danos, e de evitar que pessoas venham à manifestação para tumultuar", afirmou o coronel.

Polícia Civil diz que investiga fatos, não ideologias

O delegado Antônio Vicente, diretor do Departamento da Polícia Civil na Região Metropolitana, afirmou que as investigações não levam em considerações posturas ideológicas dos presos durante as manifestações. Na noite de ontem, manifestantes pediram ao governador Tarso Genro que a polícia gaúcha retirasse inquéritos "contra movimentos sociais" e que aprofundasse a investigação contra neonazistas que supostamente se infiltram nos protestos.

"A Polícia Civil vem investigando fatos, não investigamos pessoas e (...) nós não temos qualquer preparo para fazer investigação ideológica. A Polícia Civil não investiga crimes. Para nós não interessa se elas são de extrema esquerda, extrema direita, ou a que credo ou filiação política participe", disse Vicente.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País

Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

O grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

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Fonte: Terra
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