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Rio: agência vai financiar prejuízos de lojas depredadas e saqueadas

20 jun 2013
18h38
atualizado às 18h41
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Os comerciantes que tiveram suas lojas depredadas e saqueadas durante as manifestações de segunda-feira na capital fluminense vão ter uma linha de financiamento para cobrir os prejuízos. O presidente da Agência Estadual de Fomento do Rio de Janeiro (AgeRio), José Domingo Vargas, disse que a medida atende a pedido do presidente do Clube dos Diretores Lojistas, Aldo Gonçalves. "A intenção é que a AgeRio possa financiar as perdas (dos lojistas) ocasionadas pelo tumulto do dia 17, no Rio de Janeiro", disse Gonçalves.

<p>Estabelecimentos foram saqueados e depredados por vândalos durante protestos no Rio de Janeiro</p>
Estabelecimentos foram saqueados e depredados por vândalos durante protestos no Rio de Janeiro
Foto: Daniel Ramalho / Terra

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O presidente da AgeRio informou que fez nesta quinta-feira contato com alguns comerciantes, com os quais já tem reuniões agendadas para a próxima semana. "De fato, nós vamos apoiar, dentro do nosso portfólio de produtos, que já é bastante competitivo. Porque nós, enquanto agência de fomento do Estado, trabalhamos buscando a geração de emprego e renda no Rio de Janeiro", declarou.

Vargas acrescentou que a AgeRio não tem dificuldades para financiar as empresas fluminenses. "Nós não temos problema de orçamento", disse, esclarecendo que a agência hoje é agente financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Agência Brasileira da Inovação (Finep), antiga Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia, além de dispor de orçamento próprio. "O que nós vamos fazer é priorizar esse atendimento, tentando minimizar isso ao máximo", declarou.

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Embora não possa ter ingerência sobre o negócio dos comerciantes filiados ao Clube dos Diretores Lojistas do Rio, Aldo Gonçalves fez algumas recomendações para o enfrentamento de situações de emergência durante as manifestações. "A orientação é que ele (comerciante) fique alerta, fique atento a qualquer sinal de tumulto e, diante de uma coisa mais tensa, feche as portas para evitar mais prejuízos."

Gonçalves acredita que o clima de tensão provocado pelas manifestações tende a diminuir. "O momento mais crítico já passou." Ponderou que as manifestações pacíficas são válidas. "Se o povo está descontente com uma série de coisas, não só com o aumento da passagem dos ônibus, mas com a péssima qualidade dos serviços públicos, a falta de investimento em coisas básicas como saúde e educação, a corrupção, são questionamentos válidos. Mas não justificam de modo algum ter atos de violência, de depredação, de vandalismo", disse.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

O grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

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Agência Brasil Agência Brasil
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