'Rei da Sucata', suspeito de lavagem de dinheiro para o tráfico, é preso em shopping de luxo de SP
Indícios são de que ele usava empresa do setor de fundição de metais não ferrosos para movimentar recursos do crime; defesa não foi localizada pela reportagem
Rodrigo Leonardo de Lima Alcântara, o "Rei da Sucata", foi preso em um shopping de luxo em São Paulo. Alvo da Operação Contenção e listado na Difusão Vermelha da Interpol, ele é acusado de lavar dinheiro do tráfico de drogas por meio de uma empresa de fundição de metais. A captura, articulada entre autoridades de SP, RJ e MG, cumpriu dois mandados de prisão expedidos pela Justiça mineira e fluminense contra o suspeito, que foi encaminhado à delegacia sem oferecer resistência.
Rodrigo Leonardo de Lima Alcântara, conhecido como "Rei da Sucata" e investigado por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à organização criminosa, foi preso na noite de sábado, 7, em uma loja do Shopping Cidade Jardim, na zona oeste da capital paulista. A defesa de Alcântara não foi localizada pela reportagem.
De acordo com as investigações, o suspeito, de 45 anos, utilizava uma empresa do setor de fundição de metais não ferrosos para movimentar recursos provenientes do tráfico de drogas. A prisão é um desdobramento das investigações da Operação Contenção, deflagrada em maio.
Ele foi encontrado dentro da loja Cartier e não resistiu à prisão.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, que participou das investigações, o homem era procurado em razão de dois mandados de prisão. Havia um mandado expedido pela Vara de Execuções Criminais de Belo Horizonte e, no Rio de Janeiro, havia o mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da capital fluminense.
O foragido também estava incluído na Difusão Vermelha da Interpol. O trabalho de inteligência e monitoramento envolveu autoridades de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
O investigado foi encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia de Capturas, do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE), da Polícia Civil paulista, onde foram adotadas as providências legais.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.