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Quadrilha rouba mansão no Morumbi: por que região lidera roubos de casas em SP?

Casas de alto padrão vizinhas a terrenos vazios são os principais alvos. Na madrugada de terça, 24, quadrilha levou bens avaliados em R$ 3 milhões de imóvel no bairro; SSP diz ter ações contínuas no local

25 jun 2025 - 14h49
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A polícia está em busca da quadrilha suspeita de roubar bens avaliados em R$ 3 milhões de uma mansão no Morumbi, na zona sul da capital, na madrugada de terça-feira, 24. Os bandidos renderam seis pessoas, entre elas os donos do imóvel - uma mulher de 75 anos e o homem, um advogado de 71.

Como o Estadão, mostrou, o Morumbi foi a região que mais registrou roubos a residências no 1° trimestre deste ano, segundo dados disponibilizados pela SSP. Foram 9 casos de janeiro a março, dois a menos do que no mesmo período de 2024, quando a região - caracterizada pelas casas de alto padrão - já figurava no topo da lista.

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Os bandidos buscam casas de alto padrão perto de obras ou terrenos vazios. A ação costuma ocorrer à noite ou de madrugada e envolve de quatro a cinco criminosos fortemente armados.

Eles entram nos imóveis, rendem vigilantes, funcionários e moradores e fazem uma limpa: levam joias, relógios de luxo, outros itens de valor e dinheiro, principalmente dólares e euros. Os criminosos fogem sem deixar rastros.

Este ano, de janeiro até abril, foram registrados 605 furtos no 89° Distrito Policial, que atende o Morumbi. O número é 4,13% maior que no mesmo período do ano passado, quando houve 581.

Já os roubos caíram 31,2%: foram 376 este ano e tinham sido 547 de janeiro a abril e 2024, segundo a estatística.

No caso da mansão, os quatro suspeitos acessaram o imóvel por um terreno baldio, usando uma escada para transpor o muro. Eles renderam os idosos, amarraram as mãos e trancaram o casal em um cômodo. Um segurança e outros três funcionários da casa também foram rendidos.

Os ladrões recolheram joias, relógios de marca, 2 mil euros (cerca de R$ 12,8 mil) e 2 mil dólares (R$ 11 mil) e fugiram. Após a fuga, uma das vítimas conseguiu se libertar e soltou as demais. A Polícia Militar foi acionada, mas não conseguiu localizar os suspeitos.

A polícia suspeita que a quadrilha é a mesma que, no último dia 13, invadiu outra mansão do bairro e fez uma idosa de 65 anos, três crianças e uma babá reféns. Todos ficaram amarrados no closet, enquanto eles vasculhavam a casa, recolhendo relógios, joias e canetas valiosas. Os cinco suspeitos também usaram uma escada para entrar no imóvel.

Na mesma noite, outro assalto com as mesmas características foi evitado pelos seguranças em uma travessa da Avenida Morumbi. Os bandidos usaram uma escada, cortaram a cerca elétrica sobre o muro, mas foram surpreendidos pelos vigilantes - guardas civis que faziam bicos. Os criminosos estavam armados com fuzis. Houve troca de tiros e os dois guardas ficaram feridos, mas já tiveram alta. Ninguém foi preso.

Região registra o maior índice de roubos a residências

Os casos recentes foram marcados principalmente pelo porte de armas potentes e a violência das quadrilhas. Em abril, cinco suspeitos encapuzados, armados com pistolas e fuzis, mantiveram segurança, porteiro e outros funcionários sob a mira das armas após entrar em uma casa, na Rua General José Scarcela Portela.

Foram levados cerca de 13 relógios de luxo, sendo sete da marca Rolex e três da grife Patek Philippe. Os ladrões também levaram joias e US$ 5 mil (cerca de R$ 30 mil) em cédulas.

Os alvos dos criminosos não se restringem às casas. No dia 29 de maio, um grupo com cerca de 20 assaltantes invadiu um prédio de alto padrão, na Vila Sônia, na região do Morumbi, e praticou um arrastão, roubando vários apartamentos. Além de porteiros e funcionários, vários moradores foram rendidos pelos homens armados com pistolas e revólveres. Eles fugiram levando relógios, joias, aparelhos eletrônicos e dinheiro - prejuízo de R$ 1,2 milhão.

A SSP-SP afirma que as polícias mantêm ações contínuas para combater os roubos a residências, com foco em regiões com maior incidência. O enfrentamento a essa modalidade inclui o fortalecimento do trabalho de inteligência policial, o monitoramento de grupos especializados em crimes patrimoniais e o uso de tecnologias para identificar os suspeito.

Segundo a pasta, diante das operações constantes para coibir assaltos a residências, o número de ocorrências na capital caiu 30% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2024.

Estadão
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