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Protestos organizados no Facebook convocam a ocupação da Rede Globo

Ao menos uma manifestação está confirmada no Rio de Janeiro, na sede do Jornal do Brasil

3 jul 2013
13h13
atualizado às 16h10
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Por meio do Facebook, um grupo intitulado "Ocupa a Rede Globo" marcou para esta quarta-feira protestos em frente às sedes da empresa de comunicação e afiliadas da emissora a partir das 17h. Segundo o movimento, que foi replicado pelo AnonymousBrasil, ao menos uma manifestação está confirmada no Rio de Janeiro, na sede do Jornal do Brasil. Em São Paulo, haverá um debate no Museu de Arte (Masp), às 19h.

As manifestações estão confirmadas em ao menos quatro cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Recife
As manifestações estão confirmadas em ao menos quatro cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Recife
Foto: Divulgação

Protesto contra aumento das passagens toma as ruas do País; veja fotos

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"Durante décadas sendo apunhalados pelas costas, é hora de mostrar quem tem o poder nas mãos. O gigante acordou, e irritado! Hoje, 18h, 1º Ato Nacional Ocupa a Rede Globo", diz o grupo no Facebook. Até o momento, mais de 63 mil pessoas curtiram a chamada para o protesto, mas não é possível precisar o número de manifestantes para os atos.

Segundo os organizadores do movimento, o nome da página foi usado, mas não houve uma organização para o protesto. "Tudo leva a crer que foi uma ideia lançada por alguma página na internet que acabou repercutindo em várias outras. Nós apoiamos o ato porque acreditamos que a democratização da mídia no Brasil deve ser uma de nossas lutas fundamentais", afirmaram ao Terra.

"(A democratização da mídia) É causa e origem da grande maioria dos problemas que vivemos no País, relacionados à péssima escolha de representantes políticos, resultante da doutrinação feita sobretudo pela Rede Globo no sentido de despolitizar e alienar as pessoas, difundir valores capitalistas e manipular o resultado das eleições. Este é um evento horizontal, sem líderes, e que conta com amplo apoio da sociedade, que despertou e cada vez mais repudia a manipulação midiática no País", completou o grupo. 

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

O grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Fonte: Terra
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