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Fotógrafo é baleado pela polícia em protesto em Brasília

2 jul 2013
22h21
atualizado às 22h32
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O fotógrafo André Borges, que trabalhava na cobertura de um protesto em Brasília na segunda-feira a serviço do jornal Folha de S. Paulo, afirma ter sido atingido no rosto por um tiro de borracha disparado pela Polícia Militar na ação. 

Segundo a publicação, o tiro foi disparado quando policiais tentavam impedir que manifestantes chegassem ao Estádio Nacional Mané Garrincha. O fotógrafo foi encaminhado ao Hospital de Base, onde foi atendido.

De acordo com o jornal, 400 policiais militares acompanhavam o protesto. Os manifestantes se encaminharam ao Palácio do Buriti, mas o local estava cercado por policias.

Por volta das 19h, a marcha retornou para o centro da cidade, mas, na altura do Estádio Nacional, um grupo se separou dos demais manifestantes e cruzou a pista, tentando invadir a sede do governo. “Não sabia que eles iam chegar descendo do carro  atirando”, disse, sobre a ação da Tropa de Choque.

"Tentei correr para o lado, levantar a câmera e gritar que era da imprensa, mas, mesmo assim, fui alvejado por dois tiros de bala de borracha", afirmou o jornalista em um vídeo. 

Ele ainda foi atingido por outro disparo, que atingiu uma garrafa d’água em seu bolso e, por isso, não o feriu. André afirma que foi encaminhado ao hospital por policiais. De acordo com o fotógrafo, um dos homens da polícia afirmou que ele teria sido atingido por uma pedra. 

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

<a data-cke-saved-href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/tarifas-de-onibus/iframe.htm" href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/tarifas-de-onibus/iframe.htm">veja o infográfico</a>

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Fonte: Terra
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