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Região da avenida Paulista terá novo protesto nesta quarta-feira

3 jul 2013
10h09
atualizado às 10h09
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O grupo convocou o protesto para a tarde desta quarta-feira
O grupo convocou o protesto para a tarde desta quarta-feira
Foto: Facebook / Reprodução

Um ato convocado por movimentos sociais pretende reunir manifestantes na tarde desta quarta-feira na região da avenida Paulista, região Central de São Paulo. Batizado de "Da Copa eu abro mão: quero dinheiro para Moradia, Saúde, Educação e Transporte de Qualidade", o ato protesta pela "desmilitarização das polícias, ampliação das mobilizações populares, liberdade de expressão e participação de todos os movimentos sociais e suas bandeiras".

O grupo vai se reunir às 17h, na praça Osvaldo Cruz, e vai rebater os 5 pactos pelo Brasil, apresentados pela presidente Dilma Rousseff na semana passada. "As organizações dos trabalhadores desafiam a presidenta a assumir 5 pactos que realmente interessam à maioria do povo brasileiro", disse o comunicado do grupo em evento criado no Facebook.

Segundo os manifestantes, o governo deveria assumir pactos pelo transporte, com tarifa zero e estatização do transporte; pelo trabalho, com redução para 40 horas semanais sem redução do salário e reforma da Previdência; pela moradia, permitindo o controle estatal sobre o valor dos aluguéis e proibindo despejos e remoções e, finalmente, pela Educação e pela Saúde, com a entrega de 10% do PIB para a Educação e pelo fim da privatização na área da Saúde.

O ato é apoiado, segundo publicado na convocação, pelo PSOl, PSTU, PCB, Movimento Passe Livre, Tribunal Popular, Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, entre outros.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

O grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

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Fonte: Terra
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