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Protesto enche de lama escadaria da sede da Vale no Rio

Mineradora é responsável pela barragem que ruiu na sexta-feira, matando ao menos 65

28 jan 2019
23h25
atualizado em 29/1/2019 às 08h01
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RIO - Manifestantes encheram de lama a escadaria de acesso à sede da mineradora Vale, em Botafogo, na zona sul do Rio, durante protesto realizado na tarde desta segunda-feira, 28. A calçada em frente à empresa foi pintada com frases como "Vale assassina" e "não foi acidente". A mineradora é responsável pela barragem que ruiu na última sexta-feira, 25, em Brumadinho e até a noite desta segunda-feira havia deixado 65 mortos e 279 desaparecidos.

Manifestantes com os corpos cobertos de lama realizam protesto contra a empresa Vale, em frente à sede da mineradora, na zona sul do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, 28. No dia 25 de janeiro, a barragem da Mina do Feijão, operada pela mineradora Vale, localizada na cidade de Brumadinho (MG), rompeu despejando cerca de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos na região
Manifestantes com os corpos cobertos de lama realizam protesto contra a empresa Vale, em frente à sede da mineradora, na zona sul do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, 28. No dia 25 de janeiro, a barragem da Mina do Feijão, operada pela mineradora Vale, localizada na cidade de Brumadinho (MG), rompeu despejando cerca de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos na região
Foto: ALEX RIBEIRO/AGIF / Estadão Conteúdo

Cerca de 50 pessoas participaram do protesto, que também teve performances, discursos e exibição de cartazes com cobranças à Vale e ao governo. Não houve confrontos. Seguranças da Vale acompanharam o ato, mas não interferiram. Quatro policiais militares também estiveram presentes, mas não precisaram agir.

Os manifestantes integram diferentes grupos de defesa da cidadania e dos direitos humanos, e se mobilizaram por meio das redes sociais. Eles concederam entrevistas sem se identificar completamente, por temerem retaliações.

Manifestantes com os corpos cobertos de lama realizam protesto contra a empresa Vale, em frente à sede da mineradora, na zona sul do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, 28. No dia 25 de janeiro, a barragem da Mina do Feijão, operada pela mineradora Vale, localizada na cidade de Brumadinho (MG), rompeu despejando cerca de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos na região
Manifestantes com os corpos cobertos de lama realizam protesto contra a empresa Vale, em frente à sede da mineradora, na zona sul do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, 28. No dia 25 de janeiro, a barragem da Mina do Feijão, operada pela mineradora Vale, localizada na cidade de Brumadinho (MG), rompeu despejando cerca de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos na região
Foto: ALEX RIBEIRO/AGIF / Estadão

"Também participei de protestos depois da tragédia em Mariana, em 2015 (quando outra barragem de uma subsidiária da Vale ruiu e matou 19 pessoas), mas na época não houve uma mobilização significativa da sociedade para cobrar punições. Talvez por isso, até hoje ninguém foi devidamente responsabilizado. Espero que desta vez seja diferente. O número de mortos é muito maior, isso deve causar maior comoção", afirmou a professora Ana, de 32 anos.

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Estadão
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