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Presidente da Império de Casa Verde é preso em operação contra o tráfico internacional de drogas

Alexandre Constantino Furtado também é vice-presidente da Liga das Escolas de Samba de SP. Defesa não foi localizada. Procuradas, agremiação e a Liga ainda não se manifestaram

23 set 2025 - 08h36
(atualizado às 14h20)
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A Polícia Federal realiza nesta terça-feira, 23, uma operação contra o tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. O Estadão apurou que, entre os presos, está Alexandre Constantino Furtado, presidente da escola de samba Império de Casa Verde, e vice-presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo.

Segundo apurou o Estadão, as investigações apontam que ele é associado da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), ou seja, realiza negócios e contrata a facção criminosa para realizar serviços ilícitos. Pela apuração, ele não integra o organograma da facção.

A defesa de Furtado não foi localizada. Procurada, a Império de Casa Verde afirmou que o "corpo jurídico da agremiação está acompanhando o desenrolar dos fatos, mas até o presente momento não há elementos concretos para qualquer declaração adicional, visto que ainda não se confirmou oficialmente o teor completo da ação ou eventuais envolvidos".

As investigações não apontam, neste momento, a utilização da escola de samba em atividades ilícitas.

A reportagem também procurou a Liga, que ainda não se manifestou.

Ao todo, são 22 mandados de prisão preventiva e 40 de busca e apreensão. No total, 16 pessoas foram presas; três estão foragidas no exterior. A polícia solicitou a inclusão desses nomes na difusão vermelha.

Nos endereços, a polícia apreendeu dinheiro, documento e relógios de luxo.

A ação é realizada em seis estados: São Paulo, Pará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás. Os mandados de prisão foram expedidos pela 4ª Vara Federal de Belém.

De acordo com o governo de SP, ao menos 11 mandados de busca são cumpridos na capital paulista. As ordens judiciais também são executadas nas cidades do Guarujá, Leme, Sorocaba, Embu das Artes, Praia Grande e Caieiras.

Segundo a PF, as investigações começaram em fevereiro de 2021, após 458 kg de cocaína escondidos em uma carga de quartzo serem apreendidos no Porto de Vila do Conde, em Barcarena, no Pará. O destino final da droga era o Porto de Rotterdam, na Holanda.

Novas evidências deslocaram as investigações para São Paulo. A operação identificou os membros da organização criminosa transnacional, além da estrutura logística montada para escoar a produção de cocaína para a Europa, mais precisamente Espanha, Bélgica e Holanda.

"O mercado é dinâmico. Eles fazem parcerias, seja na logística de ingresso da droga da Bolívia ou Paraguai ao Brasil e também no transporte à Europa. Eles usam transporte aéreo e terrestre em várias situações", explica o delegado Alexandre Custódio.

A logística empresarial envolvia empresas fictícias e investimentos em segmentos formais do mercado, como restaurantes e prestadores de serviços diversos. A ação contou com apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo e da Receita Federal.

Estadão
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