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Polícia Civil aponta interferência de donos de academia onde mulher morreu após natação em SP

Polícia Civil indiciou os três sócios por homicídio com dolo eventual pela morte da professora Juliana Basseto, 27

12 fev 2026 - 17h18
(atualizado às 17h21)
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Academia onde Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passou mal após entrar na piscina para aula de natação.
Academia onde Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passou mal após entrar na piscina para aula de natação.
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

Os três sócios da academia C4 Gym, indiciados pela morte da professora Juliana Basseto, 27, após passar mal durante uma aula de natação, tentaram manipular as investigações sobre a intoxicação, informou a Polícia Civil de São Paulo nesta quinta-feira, 12.  

De acordo com o delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial (DP) de São Lucas, na zona leste da capital, os sócios Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração foram 'displicentes no atendimento às vítimas' e ainda teriam tentado 'dificultar as investigações'. 

Na última quarta-feira, 11, o delegado pediu o indiciamento dos três sócios por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. Além da morte de Juliana, outras quatro pessoas, que também frequentaram a aula de natação, está internadas. A polícia pediu, ainda, a prisão temporária dos suspeitos, mas a Justiça ainda não se manifestou. 

A suspeita é de que as vítima tenham entrado em contato com gases tóxicos, gerados por produtos químicos usados na limpeza da piscina. 

"No mesmo momento em que os médicos declaravam o óbito de Juliana em um hospital no ABC Paulista, um dos sócios orientava um funcionário a comparecer à empresa a fim de tentar dissipar os gases e descaracterizar a cena do crime", disse o delegado.

Alexandre Bento também destacou que ao tomarem conhecimento sobre os acontecimentos, os sócios "nada fizeram pelas vítimas" e teriam demonstrado "completa impassividade".

"Pelo contrário, buscaram preservar a empresa e dificultar as investigações, na medida em que simplesmente orientaram os funcionários a fecharem a empresa e deixarem o local", afirma.

"Entendendo que os investigados, pelos motivos acima expostos, assumiram o risco do resultado morte, ao dispensarem o auxílio de profissional com habilitação e capacidade técnica, por egoísmo e ganância, visando apenas e tão somente à redução dos custos", acrescentou.

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Foto: Reprodução/Rede Social / Estadão

Ainda segundo a autoridade policial, os sócios tentaram manipular o depoimento do funcionário Severino Silva, 43, responsável pela mistura de produtos para a limpeza da piscina. Ele não teria formação técnica necessária para a função e, à polícia, revelou que era instruído sobre a mistura pelo WhatsApp. 

Severino afirnou, também, que Celso Bertolo Cruz teria apagado mensagens com as instruções sobre os procedimentos adotados. À polícia, o sócio confirmou ter apagado, alegando que o conteúdo se referia apenas a medições e dosagens de cloro, sem orientações irregulares. 

A polícia aguarda o laudo necroscópico da professora, além dos laudos pericial realizado na academia e químico das amostras da água e dos produtos utilizados por Severino, para confirmar as causas da morte da professora e das internações das demais vítimas.

O Terra tenta contato com as defesas dos sócios da academia. O espaço segue aberto para manifestação. 

Vídeo mostra socorro a mulher que morreu após aula de natação em academia de SP:

*Com informações de Estadão Conteúdo.

Fonte: Portal Terra
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