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Funcionário responsável pela piscina onde mulher morreu após nadar diz que recebia instruções por WhatsApp

Até o momento, seis vítimas foram registradas; caso segue em investigação

10 fev 2026 - 15h07
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Academia onde Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passou mal após entrar na piscina para aula de natação.
Academia onde Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passou mal após entrar na piscina para aula de natação.
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

Após uma mulher morrer ao nadar na piscina de uma academia de ginástica no Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo, o homem apontado como o responsável pelo preparo das misturas químicas utilizadas na piscina contou que recebia as orientações dos sócios da academia por mensagem, via WhatsApp. É o que afirma o delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial, responsável pelo caso. As informações são da rádio CBN.

"Ele mandava mensagens, fazia medições da piscina e enviava fotos da piscina e das medições. Um dos sócios da empresa dava as orientações e dizia: 'Põe uma proporção tal de cloro, proporção tal de elevador de pH e dos produtos'. Tudo era feito à distância, sem nenhum contato presencial”, explicou o policial.

Além disso, segundo as investigações, o homem não tem qualificação para esse tipo de serviço. “Ele mesmo declarou que não é habilitado e que nunca fez curso de piscineiro”, complementou o delegado.

Ao Terra, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirma que, até esta terça-feira, 10, foram registradas seis vítimas – sendo uma fatal. “A autoridade policial determinou a oitiva de funcionários do local e realiza demais diligências para esclarecer o caso. Laudos periciais estão em elaboração e serão analisados assim que concluídos”, afirmaram, em nota.

Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, foi quem faleceu. Segundo o registro policial, a professora usou a piscina no último sábado, 7, acompanhada do marido quando ambos perceberam alterações incomuns na água, como cheiro e gosto diferentes do habitual. Após a atividade, os dois passaram a apresentar sintomas de mal-estar. O casal procurou atendimento médico no Hospital Santa Helena, em Santo André. Durante a internação, o estado de Juliana se deteriorou rapidamente, culminando em uma parada cardíaca. Ela não resistiu. 

Sogro de mulher que morreu após usar piscina de academia diz que filho sentiu diferença na água:

O que diz a academia?

O caso aconteceu na Academia C4 Gym, que se posicionou por meio de nota oficial divulgada em suas redes sociais na segunda-feira, 9. Eles afirmaram receber com “profundo pesar” a notícia do falecimento de uma das alunas e que estão “totalmente solidários à família e aos amigos”, se colocando “à disposição para todo o apoio necessário neste momento difícil”.

“Seguimos acompanhando de perto o estado de saúde dos demais alunos afetados e também prestando todo o apoio possível. Gostaríamos de esclarecer que, assim que tomamos conhecimento do ocorrido, interrompemos imediatamente as atividades da piscina, acionamos o socorro e seguimos todas as orientações das autoridades competentes. Estamos conduzindo uma rigorosa apuração interna e também colaborando com as autoridades competentes e com a investigação. Reforçamos nosso compromisso com a transparência junto aos nossos clientes, colaboradores, parceiros e autoridades”, afirmou a academia. 

Fonte: Portal Terra
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