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Polícia apura caso de paciente que morreu dois meses após ter gaze esquecida dentro do corpo durante parto no RS

Caso de óbito após cesárea levanta preocupações, enquanto hospital e família apresentam versões diferentes

24 ago 2023 - 14h27
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A Polícia Civil está conduzindo uma investigação a respeito do falecimento de uma paciente que ocorreu na quarta-feira (23), aproximadamente dois meses após ter passado por um parto por cesárea no Hospital São Francisco de Assis, localizado em Parobé, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Foto: Divulgação/Hospital São Francisco de Assis / Porto Alegre 24 horas

O Hospital São Francisco de Assis contesta a versão e sustenta que todas as medidas adotadas foram corretas.

Exames de imagem realizados revelaram que uma gaze estava presente no corpo de Mariane Rosa da Silva Aita, de 39 anos.

De acordo com a assessoria de imprensa da Fundação de Saúde de Novo Hamburgo, foi feita uma ultrassonografia em Mariane em 14 de agosto, confirmando a presença do material no organismo da mulher.

O Hospital São Francisco de Assis, em comunicado, declara que a morte foi causada por uma "complicação pós-cirúrgica descrita na literatura e não previsível". A instituição acrescenta que "todas as medidas adotadas foram corretas" e que trabalha "há mais de 40 anos pautado nos ditames éticos e legais vigentes para oferecer a melhor assistência".

Segundo o marido de Mariane, Cristiano Silva, de 44 anos, a mulher começou a se queixar de dores abdominais algum tempo após ter alta do hospital. Diante da persistência das dores, eles procuraram a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Novo Hamburgo.

Cristiano relata: "Ela não conseguia dormir, chorava de dor. A dor era insuportável".

Após exames na UPA, foi descoberto que havia uma gaze no corpo da mulher. A orientação foi que eles retornassem ao Hospital São Francisco de Assis.

Quando voltaram à instituição com os laudos, Cristiano afirma que um funcionário do hospital "saiu correndo" e não devolveu o documento. O hospital nega essa informação.

Mariane foi internada e submetida a duas cirurgias. A primeira, logo após sua admissão, foi para remover um abscesso; a segunda, na manhã de terça-feira, supostamente não foi comunicada à família, conforme o relato do marido. O óbito foi confirmado no dia seguinte.

A família registrou o caso na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Parobé. O delegado Francisco Leitão, encarregado da investigação, informa que as partes envolvidas no caso serão ouvidas nos próximos dias.

O velório de Mariane ocorre na manhã desta quinta-feira, com o sepultamento planejado para a tarde, no Cemitério Municipal de Novo Hamburgo.

Porto Alegre 24 horas
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