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PF usará tecnologia 3D para investigar incêndio em museu

Peritos tentarão entender qual foi a dinâmica do incêndio: onde ele começou e qual caminho percorreu até se expandir por todo o prédio

4 set 2018
21h29
atualizado às 21h50
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Peritos da Polícia Federal que vão atuar no caso do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, recriarão em formato 3D o prédio destruído pelas chamas para mapear as causas do incêndio. Além de profissionais da PF do Rio, outros oito peritos da corporação foram enviados para o local e iniciaram nesta terça-feira (4), os trabalhos para descobrir como o fogo começou e se espalhou pelo prédio na Quinta da Boa Vista, em São Cristovão.

O incêndio de grandes proporções destruiu o acervo do Museu Nacional na noite do domingo (2). O fogo começou por volta das 19h30 e durou até as 2 de segunda-feira (3). Para entender como o incêndio teve início, a PF designou peritos de diferentes especialidades para o trabalho. Atuarão na investigação um especialista em incêndios originários de instalações elétricas, três especialistas em incêndios de grandes proporções, dois peritos treinados para reconstituição em 3D e outros dois profissionais especializados em perícia em "local de crime", treinados para encontrar vestígios.

Polícia Federal usará tecnologia 3D para investigar o incêndio
Polícia Federal usará tecnologia 3D para investigar o incêndio
Foto: Marcelo Fonseca / Estadão

Esse grupo vai se juntar aos peritos da Superintendência da PF no Rio de Janeiro que acompanham o caso desde o primeiro dia. Segundo disse ao Estado o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, ao menos duas equipes da PF estão no local desde a segunda-feira (3), coletando informações.

Os peritos se valem de um scanner a laser que utiliza imagens do local de diferentes fontes - drones, câmeras de vídeo tradicionais, etc - para recriar o prédio em formato tridimensional. O objetivo da criação da versão em 3D é poder criar um imagem da atual situação do local e assim mapear todos os detalhes sobre cinzas, objetos e até marcas do fogo no prédio.

Com essas informações, os peritos tentarão entender qual foi a dinâmica do incêndio: onde ele começou e qual caminho percorreu até se expandir por todo o prédio. O trabalho dos peritos visa testar todas as possíveis causas do incêndio, por isso, a equipe da PF vai mapear possíveis falhas nas instalações elétricas e buscar vestígios de algum tipo de combustível que possam ter sido responsável pelo início do fogo.

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Estadão

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