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Pesquisa diz que população de Salvador tem estresse térmico

19 nov 2010 - 18h11
(atualizado às 18h22)
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O aumento da temperatura causado pelo aquecimento global está submetendo a população de Salvador a um estresse térmico, uma sensação irritante de calor, segundo a pesquisa Clima Urbano e Sensação Térmica na Cidade de Salvador, apresentada no Simpósio Internacional Clima, Planejamento Urbano e Saúde Pública, que termina nesta sexta-feira.

A pesquisa foi aplicada em 2009 por uma equipe que mediu o grau de conforto térmico em dois pontos da cidade: as praças da Piedade, na Cidade Alta, e Cayru, na Cidade Baixa. Ao todo, foram aplicados 1.055 questionários. Nas duas praças, a maioria dos entrevistados relatou sentir muito calor, calor e pouco calor, enquanto uma minoria afirmou se sentir bem ou um pouco de frio.

A pesquisa mostrou também perda de qualidade de vida, ausência de arborização extensiva e retirada da cobertura vegetal, alta densidade de construção de imóveis com utilização de materiais que absorvem e armazenam muito calor, além de falta de cuidado com as áreas residuais, como as dunas do Abaeté e os córregos de água da cidade.

"Em 2008 e 2009, Salvador foi submetida ao fenômeno climático de inversão térmica. Isso não era para estar acontecendo na cidade, por conta de sua localização litorânea", disse Jussara Nery, professora coordenadora da pesquisa.

Clima urbano

A professora realiza ainda mais uma pesquisa para comparar a situação do clima urbano e a sensação térmica em duas áreas habitadas por classes sociais distintas de Salvador: o Nordeste de Amaralina, bairro com população de menor poder aquisitivo, e a Pituba, área de classe média e média alta.

De acordo com a diretora de Fortalecimento Tecnológico da Secti, Telma Cortes, o projeto poderá contribuir para um desenvolvimento urbano mais sustentável e comprometido com a preservação e a utilização racional de recursos naturais do clima.

A professora Eleonora Sad de Assis, da Universidade Federal de Minas Gerais, apresentou uma pesquisa semelhante à feita em Salvador, mas analisando Belo Horizonte. Segundo ela, a população da capital mineira também vem sentindo a sensação de desconforto térmico, devido ao aumento da temperatura.

Nery é professora do Laboratório de Conforto Ambiental, ligado ao Mestrado em Engenharia Ambiental Urbana, da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia, que conta com o apoio da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).

Fonte: Agência A Tarde
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