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Peruíbe tem o pior indicador geral de criminalidade do Estado; Santa Bárbara D'Oeste tem o melhor

Índice geral do Estado apresentou queda, que foi puxada pela redução nos roubos e estupros. Variação tem ligação com a dinâmica da circulação de pessoas restringida pela pandemia de covid-19

22 abr 2021
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O Índice de Exposição à Criminalidade Violenta (IECV) geral de 2020 mostrou a cidade de Peruíbe, no litoral, com o pior indicador entre os 141 municípios com mais de 50 mil habitantes no Estado. A melhor posição foi alcançada pela cidade de Santa Bárbara d'Oeste, na região de Campinas.

O IECV leva em consideração registros proporcionais de roubos, estupros, homicídios e latrocínios para avaliar a recorrência desses crimes nas médias e grandes cidades paulistas. O índice geral do Estado registrou queda em relação ao ano de 2019, variação que é atribuída às reduções nas ocorrências de roubos e estupros. Esses dois tipos de crime sofreram influência das restrições impostas em decorrência da pandemia de covid-19.

Peruíbe chegou ao topo do ranking após registrar no ano passado 324 ocorrências de roubo, 39 de estupro e 14 de homicídio, além de um latrocínio. Para um município de cerca de 70 mil habitantes, os números são elevados em três tipos de crime diferentes. Em contraste, Santa Bárbara d'Oeste, com 195 mil habitantes, teve 269 roubos, 11 estupros e 7 homicídios.

As dinâmicas da criminalidade no litoral e o fluxo de turistas, ainda que em menor grau durante a pandemia, são fatores que especialistas levam em consideração para explicar a recorrência de cidades na região entre as mais violentas. Apesar de ter estacionado no IECV entre 2019 e 2020, Peruíbe viu a vizinha Itanhaém, líder anterior do ranking, reduzir seus indicadores. Itanhaém ocupa agora a segunda posição entre as cidades mais expostas à criminalidade.

A partir da análise dos dados, os especialistas do Instituto Sou da Paz elencaram recomendações que podem nortear ações para diminuir os registros. Veja a lista:

  1. É preciso criar e consolidar grupos de monitoramento e avaliação da Segurança Pública local com a participação de gestores de diferentes áreas, a exemplo dos Gabinetes de Gestão Integrada Municipais;
  2. Reforçar e valorizar o potencial preventivo das ações integradas para a mediação de conflitos e resolução de problemas;
  3. Capacitar agentes públicos de diferentes secretarias para reconhecer casos de violência e informar os canais de denúncia existentes;
  4. Ampliar o atendimento especializado às vítimas de violência sexual, como forma de incentivar a comunicação às autoridades.
  5. Fortalecer as iniciativas de acolhimento e proteção para as vítimas de violência sexual e de gênero;
  6. Valorizar o trabalho investigativo para identificação de autores de crimes violentos como medida de caráter preventivo e de responsabilização;
  7. Realizar ações com foco na retirada de armas ilegais de circulação, para evitar que sejam utilizadas em crimes.

O secretário executivo da Polícia Militar, coronel Alvaro Batista amilo, disse que a região da Baixada Santista, onde ficam algumas das cidades com maior IECV, possui características que facilitam a atuação de criminosos. "A geografia de morros, de forma semelhante ao Rio de Janeiro, facilita o crime. Mas foi criado um batalhão especializado e continuamos trabalhando para a redução desses registros", disse.

Estadão
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