Obra em prédio que desabou no RS era irregular, diz delegado
A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o desabamento ocorrido na madrugada deste domingo em Capão da Canoa, no litoral do Rio Grande do Sul, que provocou a morte de quatro pessoas. O prédio passava por obras que, de acordo com o delegado Heraldo Chaves Guerreiro, eram irregulares. "Até o momento, não há informações de que a prefeitura tivesse sido notificada da obra", afirmou.
Morreram no local o casal Marisa Scholles, 55 anos, e Joel Dieter, 57 anos, além de Rodrigo Celiberto, 6 anos. A mãe de Rodrigo, Simone Celiberto, 31 anos, morreu ao chegar ao Hospital Santa Luzia, de Capão da Canoa.
O zelador do prédio, Arideu de Oliveira Rolim, chegou a ser internado, mas recebeu alta no início da tarde. De acordo com a Defesa Civil, outras quatro pessoas, todas da família do zelador, sobrevieram.
Segundo Guerreiro, um pedreiro havia sido contratado pelo zelador para iniciar a reforma no edifício. O delegado informou ainda que não havia engenheiro responsável pela obra. Guerreiro disse ter sido informado que, ainda no sábado, o pedreiro teria identificado problemas na estrutura do prédio e informado ao zelador.
O delegado afirmou que já intimou a prestarem depoimento o zelador e o pedreiro. Eles deverão comparecer à delegacia na segunda-feira.
O desabamento ocorreu à 0h10, mas as operações de busca se estenderam até as 8h e contaram com a ajuda de cães farejadores. Segundo o comandante, o último corpo foi retirado do local por volta das 4h30 e, após uma varredura, foi descartada a possibilidade de haver mais pessoas soterradas.
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou, em nota, que o edifício era constituído de uma conjugação de prédios, com mais de 40 anos. O prédio principal, localizado em frente ao edifício que desabou, foi interditado, pois também corre risco de desabar.