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O que se sabe sobre a pane técnica que suspendeu voos nos aeroportos de SP

Diretor-presidente da ANAC diz que ainda é cedo para medir impactos e defende que episódio não indica falha estrutural

9 abr 2026 - 13h12
(atualizado às 15h58)
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Pane fecha aeroportos de São Paulo por mais de uma hora; voos são retomados:

Uma pane no centro de controle do espaço aéreo provocou a paralisação temporária das atividades nos aeroportos de São Paulo na manhã desta quinta-feira, 9. Passageiros usaram as redes sociais para reclamar de atrasos em seus voos, e a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o caso será investigado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Veja abaixo tudo o que se sabe sobre o caso:

Que horas aconteceu?

Segundo a FAB, a interrupção ocorreu entre 9h30 e 10h06 (horário de Brasília). Em nota, a instituição destacou que, durante o incidente, “as aeronaves foram devidamente sequenciadas, cumprindo rigorosamente todos os requisitos internacionais de segurança de voo e mantendo o fluxo operacional previsto para o aeródromo”.

O que aconteceu com os voos?

Os três principais aeroportos de São Paulo — Congonhas, Guarulhos e Viracopos — somaram, ao menos, 44 voos cancelados e 85 atrasados nesta quinta-feira. Os números foram contabilizados pelo Terra por meio dos painéis das concessionárias por volta das 12h30.

Oficialmente, os aeroportos ainda não divulgaram dados consolidados sobre o total de voos afetados pela pane. No entanto, com base nos painéis, o Aeroporto de Congonhas parece ter sido o mais impactado, com 28 voos cancelados e 39 atrasados, entre chegadas e partidas.

Milhares de passageiros passam pelo Aeroporto de Congonhas todos os dias
Milhares de passageiros passam pelo Aeroporto de Congonhas todos os dias
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Já se sabem os impactos?

O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Tiago Chagas Faierstein, afirmou em coletiva de imprensa que o órgão ainda analisa as causas e os impactos da falha técnica que afetou o controle do espaço aéreo em São Paulo.

Segundo ele, a prioridade é evitar que ocorrências como essa tenham efeitos em cadeia no restante do País. “Nós estamos analisando, estudando, para que medidas sejam tomadas de maneira que esse impacto não reverbere no Brasil inteiro”, afirmou.

Faierstein destacou que o problema não se restringiu a um único aeroporto e que todos os terminais da capital paulista foram afetados. “Não foi só em Congonhas, foi em todos os terminais de São Paulo”, disse.

Em relação aos impactos nacionais, o diretor-presidente afirmou que ainda é cedo para mensurar os efeitos. “Estamos estudando, porque as operações ainda estão voltando ao normal. É difícil calcular agora sem termos 100% das operações normalizadas”, explicou. Segundo ele, somente após esse processo será possível estimar o prazo total de regularização.

Pode ter ocorrido um incêndio?

Sobre a possibilidade de um incêndio ter provocado a pane, o diretor-presidente da ANAC afirmou que ainda não há confirmação oficial. “Há rumores, mas é prematuro falar em incêndio”, declarou. Ele reforçou que qualquer informação precisa ser confirmada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo. “Essa informação tem que ser apurada e confirmada”, acrescentou.

Quais medidas foram adotadas?

O diretor também mencionou medidas de mitigação que podem ser adotadas para reduzir os impactos aos passageiros. Entre elas, está a possibilidade de ampliar o horário de funcionamento do Aeroporto de Congonhas. “Existe uma possibilidade de estender o horário de funcionamento para que esse impacto não dure mais do que hoje”, disse.

Ele também explicou que, diante de qualquer suspeita de risco, protocolos de segurança são imediatamente acionados. “Na aviação, a segurança vem sempre em primeiro lugar. O prédio foi evacuado no primeiro momento, como medida preventiva”, disse. Segundo ele, após a verificação de que não havia risco grave, os controladores retornaram ao trabalho e as operações foram retomadas.

Pane indica falha no sistema de controle aéreo?

Faierstein afirmou que o sistema brasileiro de controle de tráfego aéreo é robusto e reconhecido internacionalmente. Para ele, o episódio deve ser tratado como um caso isolado. “O DECEA tem uma das melhores infraestruturas de controle aéreo do mundo. O que aconteceu hoje, com certeza, deve ter sido um fato isolado, e não uma demonstração de ineficiência ou degradação do sistema”, afirmou.

O diretor-presidente reforçou que o episódio não está relacionado à falta de investimentos no setor. “O Brasil é referência internacional em controle de tráfego aéreo, inclusive apoiando outros países da América do Sul com seus sistemas e experiência”, acrescentou.

O que dizem as companhias?

Em nota, a GOL afirmou que suas equipes atuam para minimizar os impactos e prestar apoio aos clientes. Todos os passageiros impactados por cancelamentos e atrasos estão recebendo as tratativas previstas pela Resolução 400 da ANAC. Para informações atualizadas sobre voos, a companhia orienta consultar seus canais oficiais ou as comunicações exibidas nas salas de embarque dos aeroportos.

A Azul informou que registrou, até o momento, o cancelamento em 24 voos, além de outros 9 alternados. Foram afetadas as operações de pouso e decolagem da companhia nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos. A empresa ressalta que está em contato permanente com as autoridades aeronáuticas para minimizar os impactos e que os clientes afetados também estão recebendo a assistência prevista pela Resolução 400 da ANAC.

A Latam relatou que o pane no centro de controle do espaço aéreo também provocou atrasos e cancelamentos à empresa. A companhia destacou que oferece assistência aos clientes afetados por essa situação alheia ao seu controle e trabalha para reacomodá-los em outros voos.

 

Fonte: Portal Terra
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