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MG: Defesa Civil confirma 8 mortes e 66 cidades em emergência

4 jan 2012 - 20h01
(atualizado às 21h01)
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Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) de Minas Gerais confirmou na noite desta quarta-feira a oitava morte provocada por estragos das chuvas que atingem o Estado desde outubro. A vítima é o aposentado João Paulo Coelho, 81 anos, que morreu na terça-feira na cidade de Guidoval, Zona da Mata, após sua casa ser inundada pela enchente.

Também em Guidoval, um dos municípios mais atingidos, foi encontrado o corpo de Genésio Cândido Martins Filho, 42 anos, que estava desaparecido após ter sido arrastado pela correnteza assim que desceu de uma árvore onde se abrigava com a família.

Por volta de 15h, o Corpo de Bombeiros confirmou a localização do corpo do taxista Denilson Araújo Silva, 26 anos, que morreu soterrado em Ouro Preto, na madrugada de ontem. Ainda segundo a Cedec, uma mulher está desaparecida em Santo Antônio do Rio Abaixo, na região central do Estado. Rita Vieira de Souza, 74 anos, foi arrastada pelo córrego dos Bambus, que transbordou e derrubou sua casa.

Além dos oito mortos, 34 pessoas ficaram feridas em acidentes provocados pelo excesso de chuva. Mais de 2,1 milhões de pessoas foram afetadas, das quais 10,3 mil ficaram desabrigadas ou desalojadas. O número de cidades que decretou situação de emergência subiu a 66.

Cataguases, na Zona da Mata, chegou a decretar estado de calamidade pública, mas a Cedec informou que ainda não recebeu a documentação. No município, 850 pessoas ficaram desalojadas e cerca de 300, desabrigadas depois da cheia do rio Pomba. A cidade ficou sem abastecimento de água e energia até o fim da noite.

A situação era crítica também em Guidoval, que estava ilhada devido à queda de pontes e com a população sem serviços de telefonia e energia. O governador Antônio Anastasia esteve hoje na cidade e determinou que os órgãos de Defesa Civil do Estado (o Corpo de Bombeiros, a Secretaria de Obras, a Cedec e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais) deem prioridade no atendimento às vítimas e também na recuperação das estradas de acesso, pontes e moradias afetadas.

A cidade de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, estava isolada devido à cheia do rio Paraopeba, que bloqueou os três acessos por Betim, Mário Campos e Nova Lima. Cerca de 500 famílias estavam desalojadas na cidade. O encarregado de produção Roni Magalhães foi um dos que tentou chegar até Brumadinho nesta quarta-feira. "Já teve três enchentes dessa aqui, mas como essa nunca vi. Vou ter que ficar na casa de parentes porque não consigo chegar," disse.

Em Divinópolis, na região centro-oeste do Estado, 80% da população estava sem água devido à inundação provocada pelo rio Itapecerica, que tomou a estação de tratamento. Em Ponte Nova, na Zona da Mata, o rio Piranga subiu 6 m acima do nível normal.

Para a noite de hoje e a manhã de quinta-feira, a Defesa Civil alerta para o tempo que segue instável nas regiões norte, noroeste, nordeste e leste de Minas Gerais, onde há risco de acentuado volume de chuvas, além de alagamentos, deslizamentos de terra e elevação de nível dos rios. A temperatura tende a se elevar gradativamente, principalmente no centro, sul e oeste mineiro.

Belo Horizonte

Depois de quase dois dias sem chuva, um temporal atingiu a capital mineira na tarde desta quarta-feira. Foram registradas inundações nas regiões leste, onde o volume de chuva chegou a 82,8 mm, e centro-sul, onde choveu 61,2 mm. Cada milímetro corresponde a 1 l de água por m².

A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) registrou 138 ocorrências na cidade, mais da metade nas últimas quatro horas, e a maioria delas de deslizamentos e inundações.

O Anel Rodoviário, principal via de Belo Horizonte, estava interditado devido a rachaduras que surgiram no viaduto São Francisco. Duas pistas no sentido Vitória foram bloqueadas e cerca de 15 casas que ficam debaixo da estrutura foram condenadas. Os moradores foram para abrigos ou casas de parentes.

Também foram registrados problemas na BR-040, sentido Rio de Janeiro, e BR-381, sentido São Paulo, onde barreiras caíram. A BR-356, que liga Belo Horizonte a Ouro Preto também estava interditada desde terça-feira devido à queda de uma barreira.

Fonte: Especial para Terra
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