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Menino de 11 anos ferido por peixe já fala em voltar para praia de Ilha Comprida

Inicialmente, informação era de que garoto foi atacado por um tubarão; depois, laudo concluiu que o acidente foi causado por um cardume de raias

19 nov 2021 20h07
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SOROCABA - O menino Carlos Alexandre Oliveira Marques, de 11 anos, que foi ferido pelo ataque de um peixe, em uma praia de Ilha Comprida, litoral sul de São Paulo, no feriado de segunda-feira, 15, disse aos familiares que pretende voltar à praia logo. "A praia é onde os peixes moram, então a gente precisa respeitar, mas ele não está com medo e quer voltar. Está ansioso para pegar praia de novo", disse a mãe, Cinthia Araújo.

Carlos, que mora com a mãe, em Itapetininga, interior paulista, tinha viajado a Ilha Comprida para visitar o pai. Ele contou para a Cinthia que o pai os levou até a Praia do Boqueirão e, quando estava na água com o irmão mais velho e um primo, sentiu uma fisgada na coxa. "Ele garante que viu um tubarão, até gritaram para ele que era um tubarão. Agora estão dizendo que era uma arraia. É assustador, de qualquer forma. A criança está ali brincando e de repente leva uma mordida."

Cinthia disse que ficou sabendo depois que o ex-marido entrou em contato pelo WhatsApp e postou uma foto para mostrar que o menino estava bem. "Eu fiquei assustada quando ele disse que era tubarão, porque sei que não é comum eles aparecerem na praia. Só sosseguei depois que falei com meu filho. Aí ele contou o que tinha acontecido, que saiu da água com o sangue escorrendo na perna, que foi levado de ambulância para a UPA (Unidade de Pronto-Atendimento). Felizmente foi um corte pequeno. Ele está aqui em casa e está bem, não ficou nenhum trauma", disse. Carlos recebeu quatro pontos no ferimento.

Inicialmente, com base em informação do Corpo de Bombeiros, a prefeitura divulgou nota de um provável ataque de tubarão, já que teria sido avistado um cardume próximo do local. No dia seguinte, um laudo do biólogo Paulo Santos, coordenador do Projeto Elasmocategorias desenvolvido no litoral, concluiu que o acidente não foi causado por nenhuma espécie de tubarão (ou cação), mas provavelmente foi provocado por um cardume de raias ticonha (Rhinoptera bonasus e R. brasiliensis) muito comuns na região.

Estadão
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