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Manifestantes voltam a ocupar a Câmara e expulsam repórteres no RJ

9 ago 2013
13h02
atualizado às 13h42
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Manifestantes expulsam repórteres da Câmara Municipal do Rio de Janeiro durante protesto
Manifestantes expulsam repórteres da Câmara Municipal do Rio de Janeiro durante protesto
Foto: Daniel Ramalho / Terra

Os manifestantes que se concentravam em frente à Câmara Municipal do Rio de Janeiro voltaram a ocupar o plenário da Casa na manhã desta sexta-feira, antes de expulsarem os repórteres, fotógrafos e cinegrafistas que trabalhavam no local. Jornalistas do Terra e de outros veículos de imprensa, como O Estado de S. Paulo, O Dia, Frame e O Globo, foram intimidados sob acusações de que todos seriam da Rede Globo. O grupo afirmava querer fazer uma assembleia sem a presença da "mídia fascista", disseram os manifestantes.

Apenas a Mídia Ninja foi autorizada a ficar no local pelo grupo, que questionou a formação da mesa diretora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Ônibus, que terá quatro vereadores da situação e apenas um parlamentar de oposição - Eliomar Coelho (Psol), propositor da comissão. A sala da presidência da Casa foi cercada e os vereadores ouviram gritos de "ladrão", "algema", "não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar", "não é mole não, a polícia defende ladrão" e "mas que papelão, tá defendendo toda a máfia do busão".

O vereador Chiquinho Brazão (PMDB), presidente da CPI - que esta marcada para começar na próxima terça-feira -, disse que não pretende renunciar ao posto, apesar dos manifestantes terem pichado seu gabinete durante a noite. "Essas pressões não me abalam. A única coisa que poderia me abalar é a violência. Tenho certeza que a Casa não vai ceder", afirmou Brazão.

Os vereadores garantem que o plenário da câmara será liberado para as sessões da CPI, que tem 120 dias para apresentar um relatório. Isso significa que cerca de 300 pessoas poderão acompanhar o trabalho e fazer pressão.

"Tudo que nos queremos agora é que sejam apuradas as possíveis irregularidades do nosso transporte público, que tem muitas falhas. Essa pressão é boa para que possamos chegar a uma conclusão, e os responsáveis por algum crime sejam punidos", afirmou o vereador professor Uóston (PMDB). Policiais já haviam entrado na Câmara para tentar retirar os manifestantes.

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Fonte: Terra
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