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Manifestantes fazem 'marmitaço' em protesto nas ruas de SP

23 mai 2012 - 10h12
(atualizado às 10h21)
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Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

Sem trem e Metrô e com o trânsito fechado por manifestantes na Radial Leste, altura de Itaquera, muita gente que acordou cedo na manhã desta quarta-feira ficou pelo caminho em São Paulo. Enquanto a Polícia Militar tentava convencer os manifestantes a desocupar a via, mochilas começaram a ser abertas e o que era para ser o almoço acabou virando o símbolo do descontentamento. Sem nenhuma cerimônia, as marmitas foram abertas e atiradas no asfalto. Os recipientes eram utilizados num "marmitaço" improvisado.

Nos telefones públicos e celulares, os diálogos eram os mesmos: as pessoas ligavam para seus trabalhos e explicavam que teriam dificuldades em chegar ao destino. A doméstica Sônia Alves Machado, 41 anos, é uma das que desistiu de ir trabalhar depois de ficar mais de 1 hora no ponto de ônibus. "A gente se sente injuriada com tudo isso que passamos para ir trabalhar. Soube da greve ontem à noite, mas não sabia que o trem ia parar também. Estou aqui perdida, não sei o que fazer", disse, ao pedir informação a policiais militares que faziam a segurança da estação do Metrô.

Com a chave da loja na mão, na região central da capital paulista, o tapeceiro Valdir Siqueira Monteiro, 41 anos, não sabia como chegar ao trabalho, que fica na avenida Paulista. Por volta das 5h30, ele tentava uma condução para chegar ao local, sem sucesso. "Não dá nem para ligar para o chefe a esta hora para dizer que vou atrasar. Hoje vai ser um dia difícil para todos. Não tem trem e metrô, e os ônibus estão lotados. Até para quem vai de carro é difícil", disse.

O auxiliar de limpeza Gabriel Pires Lages, 50 anos, também não sabia como ir para o bairro do Ipiranga, zona sul da capital, para trabalhar. "Eu espero que o chefe entenda. Está muito difícil sair daqui hoje", lamentou. Para o varredor João Expedião da Silva, 53 anos, que trabalha no centro de São Paulo, o importante era chegar. "O pessoal já sabe da nossa dificuldade e pediu para que fossemos trabalhar, ainda que a gente chegue atrasado", disse.

Fonte: Terra
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