O que se sabe sobre o caso da idosa encontrada em poço após passar um mês desaparecida em SP
O corpo de Dagmar Grimm Streger, 76, foi encontrado no interior de um poço de cerca de 30 metros de profundidade, localizado em Bauru (SP)
O corpo de Dagmar Grimm Streger, 76, desaparecida desde dezembro em Bauru (SP), foi encontrado em um poço; dois ex-caseiros confessaram o crime, motivado por questões financeiras, e estão presos.
A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, que passou mais de um mês desaparecida em Bauru, no interior do Estado. O corpo da idosa foi localizado na última quarta-feira, 21, dentro de um poço com cerca de 30 metros de profundidade.
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Os restos mortais de Dagmar, que foi dada como desaparecida em 19 de dezembro passado, foram retirados do poço pelo Corpo de Bombeiros, com o auxílio de uma retroescavadeira e outros equipamentos, localizado no sítio onde a idosa morava.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, o caso é investigado como latrocínio e ocultação de cadáver na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru. Dois suspeitos foram presos após fugirem para o Paraná.
Veja o que se sabe sobre a morte da idosa:
- O que aconteceu?
Proprietária de um sítio na região do Rio Verde, em Bauru, Dagmar Grimm Streger, 76, foi vista pela última vez em 19 de dezembro de 2025. O desaparecimento, por sua vez, começou a ser investigado três dias depois, em 22 de dezembro, após o registro de um boletim de ocorrência.
Durante a investigação, a polícia percebeu que o carro da idosa havia sumido e um casal de caseiros havia abandonado a propriedade de maneira repentina.
O veículo da idosa foi identificado em diferentes cidades do interior paulista a partir de então e acabou sendo localizado em Tatuí (SP), após ter sido trocado por uma caminhonete.
Com os indícios, a Polícia Civil pediu a prisão temporária dos investigados Paulo Henrique Vieira, de 55 anos, e Daniela dos Santos Vieira, de 40. Eles foram detidos no dia 24 de dezembro em Salto do Itararé (PR).
- O que disseram os suspeitos?
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos trabalhavam como caseiros e moravam na propriedade de Dagmar. A relação entre eles envolvia repasses frequentes de bens e dinheiro, explicou o delegado Luciano Faleiro Rezende em entrevista à TV TEM, afiliada da TV Globo.
"Durante a investigação, a gente descobriu que a dona Dagmar havia doado um terreno para eles, posteriormente recomprou esse terreno e deu um veículo para ele. São as informações que temos até o momento", afirmou Rezende, que confirmou que as investigações apontam para uma possível motivação financeira para o crime.
Após serem detidos, os suspeitos confessaram informalmente o homicídio de Dagmar: o casal revelou ter agredido a idosa com uma paulada na cabeça e jogado o corpo dela no poço.
Paulo Henrique chegou a afirmar aos policiais que o responsável pelo crime seria o filho de 14 anos, mas voltou atrás e assumiu a autoria. Daniela, por sua vez, negou participação na morte da idosa. O adolescente está sob os cuidados do Conselho Tutelar de Avaré (SP).
- Onde o corpo foi encontrado?
A partir do depoimento dos suspeitos, equipes da Polícia Civil, Militar e do Corpo de Bombeiros deram início às buscas pelo corpo da idosa. Segundo os bombeiros, o poço em que ela foi jogada tinha cerca de 30 metros de profundidade.
Tratava-se, segundo a Corporação, de um 'poço caipira', estrutura usada para captação de água, que estava desativado. Pelo menos 30 pessoas participaram da operação para o resgate do corpo de Dagmar, que foi retirado do local com a ajuda de uma retroescavadeira e roldana.
O trabalho levou cerca de três horas e, entre os desafios encontrados, a equipe teve de lidar com a instabilidade geológica, possível presença de gases tóxicos, grande volume de entulho e material compactado e uma camada de argila, que dificultou a escavação.
A equipe precisou, ainda, demolir parte da casa de Dagmar para dar continuidade à escavação. Após a localização do corpo, o caso passou a ser investigado como latrocínio e ocultação de cadáver.