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O que se sabe sobre o caso da idosa encontrada em poço após passar um mês desaparecida em SP

O corpo de Dagmar Grimm Streger, 76, foi encontrado no interior de um poço de cerca de 30 metros de profundidade, localizado em Bauru (SP)

22 jan 2026 - 19h11
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Resumo
O corpo de Dagmar Grimm Streger, 76, desaparecida desde dezembro em Bauru (SP), foi encontrado em um poço; dois ex-caseiros confessaram o crime, motivado por questões financeiras, e estão presos.
O corpo de Dagmar Grimm Streger, 76, foi encontrado após a idosa passar mais de um mês desaparecida em Bauru (SP)
O corpo de Dagmar Grimm Streger, 76, foi encontrado após a idosa passar mais de um mês desaparecida em Bauru (SP)
Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de SP

A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, que passou mais de um mês desaparecida em Bauru, no interior do Estado. O corpo da idosa foi localizado na última quarta-feira, 21, dentro de um poço com cerca de 30 metros de profundidade. 

Os restos mortais de Dagmar, que foi dada como desaparecida em 19 de dezembro passado, foram retirados do poço pelo Corpo de Bombeiros, com o auxílio de uma retroescavadeira e outros equipamentos, localizado no sítio onde a idosa morava. 

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, o caso é investigado como latrocínio e ocultação de cadáver na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru. Dois suspeitos foram presos após fugirem para o Paraná. 

Veja o que se sabe sobre a morte da idosa:

  • O que aconteceu?

Proprietária de um sítio na região do Rio Verde, em Bauru, Dagmar Grimm Streger, 76, foi vista pela última vez em 19 de dezembro de 2025. O desaparecimento, por sua vez, começou a ser investigado três dias depois, em 22 de dezembro, após o registro de um boletim de ocorrência. 

Durante a investigação, a polícia percebeu que o carro da idosa havia sumido e um casal de caseiros havia abandonado a propriedade de maneira repentina. 

O veículo da idosa foi identificado em diferentes cidades do interior paulista a partir de então e acabou sendo localizado em Tatuí (SP), após ter sido trocado por uma caminhonete. 

Com os indícios, a Polícia Civil pediu a prisão temporária dos investigados Paulo Henrique Vieira, de 55 anos, e Daniela dos Santos Vieira, de 40. Eles foram detidos no dia 24 de dezembro em Salto do Itararé (PR). 

Cartaz informa sobre o desaparecimento de Dagmar Grimm Streger
Cartaz informa sobre o desaparecimento de Dagmar Grimm Streger
Foto: Reprodução/Instagram via @receitas_csa / Estadão
  • O que disseram os suspeitos? 

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos trabalhavam como caseiros e moravam na propriedade de Dagmar. A relação entre eles envolvia repasses frequentes de bens e dinheiro, explicou o delegado Luciano Faleiro Rezende em entrevista à TV TEM, afiliada da TV Globo.

"Durante a investigação, a gente descobriu que a dona Dagmar havia doado um terreno para eles, posteriormente recomprou esse terreno e deu um veículo para ele. São as informações que temos até o momento", afirmou Rezende, que confirmou que as investigações apontam para uma possível motivação financeira para o crime. 

Após serem detidos, os suspeitos confessaram informalmente o homicídio de Dagmar: o casal revelou ter agredido a idosa com uma paulada na cabeça e jogado o corpo dela no poço. 

Paulo Henrique chegou a afirmar aos policiais que o responsável pelo crime seria o filho de 14 anos, mas voltou atrás e assumiu a autoria. Daniela, por sua vez, negou participação na morte da idosa. O adolescente está sob os cuidados do Conselho Tutelar de Avaré (SP). 

O corpo de Dagmar Grimm Streger, 76, foi encontrado após a idosa passar mais de um mês desaparecida em Bauru (SP)
O corpo de Dagmar Grimm Streger, 76, foi encontrado após a idosa passar mais de um mês desaparecida em Bauru (SP)
Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de SP
  • Onde o corpo foi encontrado?

A partir do depoimento dos suspeitos, equipes da Polícia Civil, Militar e do Corpo de Bombeiros deram início às buscas pelo corpo da idosa. Segundo os bombeiros, o poço em que ela foi jogada tinha cerca de 30 metros de profundidade

Tratava-se, segundo a Corporação, de um 'poço caipira', estrutura usada para captação de água, que estava desativado. Pelo menos 30 pessoas participaram da operação para o resgate do corpo de Dagmar, que foi retirado do local com a ajuda de uma retroescavadeira e roldana. 

O trabalho levou cerca de três horas e, entre os desafios encontrados, a equipe teve de lidar com a instabilidade geológica, possível presença de gases tóxicos, grande volume de entulho e material compactado e uma camada de argila, que dificultou a escavação. 

A equipe precisou, ainda, demolir parte da casa de Dagmar para dar continuidade à escavação. Após a localização do corpo, o caso passou a ser investigado como latrocínio e ocultação de cadáver. 

Fonte: Portal Terra
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