Major explica sucesso do resgate em incêndio no Rio: "Chegamos em quatro minutos"
Fábio Contreiras falou também sobre o funcionamento da fábrica sem que houvesse um documento de autorização do Corpo de Bombeiros
A atução do Corpo de Bombeiros do Rio foi primordial para resgatar as vítimas do incêndio que afetou uma fábrica de confecções, em Ramos, na Zona Norte do Rio. A corporação chegou em 4 minutos, após a notificação, ao local do incidente.
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O êxito da operação, inclusive, recebeu elogios por parte do prefeito Eduardo Paes (PSD). À reportagem do Terra, o major Fábio Contreiras ressaltou a importância de chegar rapidamente ao local do acidente, visto que a unidade mais próxima da corporação também fica na região de Ramos.
"Chegamos em quatro minutos. Pedimos apoio a várias outras unidades. Foram 30 viaturas de 13 quartéis, totalizando 90 bombeiros. A gente sempre busca atender no menor tempo possível, porque são vidas. E, em se tratando de fumaça, tem efeitos muito maléficos em poucos minutos. A resposta rápida evitou que perdêssemos vidas aqui no local do incêndio", declarou.
O prédio que pegou fogo tem três andares e fica localizado nos fundos de um terreno, cercado por outras construções. O cenário, deste modo, impôs mais um desafio para que o resgate fosse efetuado rapidamente. Contreiras explicou quais foram as dificuldades encontradas pela equipe.
"A gente encontrou três patamares, além de um prédio anexo, com vários corredores. O maior desafio do nosso deslocamento para encontrar as vítimas e combater o incêndio era a produção de fumaça, que ficou muito concentrada nos galpões, associada a uma quantidade muito grande de máquinas que estavam pelo caminho. O acesso às vítimas precisou ser feito com cilindros de ar comprimido para que os bombeiros conseguissem entrar com segurança e ter a visibilidade necessária. No total, retiramos 21 vítimas em segurança".
Fábrica funcionava sem autorização dos bombeiros
A Maximus Confeccções não tinha autorização do Corpo de Bombeiros para funcionar. O major ressaltou que a responsabilidade, por lei, de regularização é do proprietário.
"É iniciativa privada. Tem que buscar o Corpo de Bombeiros para se regularizar, apresentar o projeto e receber a vistoria. Assim, consegue-se um documento chamado 'Certificado de Aprovação'", explicou Fábio, que prosseguiu com a explanação.
"Esse documento atesta que a edificação está com todos os equipamentos e medidas de segurança para evitar os incêndios e para evitar o pânico. No caso, a edificação não conta com os dispositivos necessários para que fosse realizado em segurança o trabalho de produção de roupas", disse.
O local do acidente foi interditado ao longo da tarde pela Defesa Civil do Rio de Janeiro, bem como um imóvel anexo, que também era utilizado para a confecção de tecidos e fantasias. Após inspeção, decidiu-se liberar nove unidades que compõem o prédio, mantendo-se interditada somente uma área de serviço que ainda apresenta riscos por conta do incêndio.

