Um grupo de moradores do assentamento Milton Santos, localizado na região de Americana (SP), que na última quarta-feira ocupou a sede do Instituto Lula, na zona sul de São Paulo, aproveitou a participação da presidente Dilma Rousseff em um evento oficial na capital paulista nesta sexta-feira para pedir que o governo federal desaproprie o local onde moram. Os sem-terra pediam ajuda para não ter de deixar o local, já que uma ordem de despejo determina que os moradores, que vivem há sete anos na região, saiam de lá até o dia 31 deste mês e alegam não ter para onde ir.
Um grupo de moradores do assentamento Milton Santos, localizado na região de Americana (SP), que na última quarta-feira ocupou a sede do Instituto Lula na zona sul de São Paulo, aproveitou a participação da presidente Dilma Rousseff em um evento oficial na capital paulista nesta sexta-feira para pedir que o governo federal desaproprie o local onde moram
Foto: Fernando Borges / Terra
Dilma e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, inauguraram 300 unidades habitacionais na zona leste do programa Minha Casa, Minha Vida. Enquanto eles discursavam, cerca de 10 pessoas levantavam cartazes e gritavam "assina o decreto, Dilma".
Em seu discurso, Dilma afirmou que se esforçará para acabar com as "favelas e moradias indignas", elogiou o trabalho dos movimentos sociais de luta por moradia, mas não mencionou a manifestação, que foi pacífica e ocorreu ao fundo da tenda onde acontecia o evento.
De acordo com Vandré Paladini Ferreira, advogado das famílias, a assinatura de decreto presidencial de desapropriação por interesse social seria a única forma de garantir a permanência das 70 famílias que vivem no assentamento de 103 hectares.Entretanto, o proprietário do terreno ganhou liminar na Justiça assegurando a reintegração de posse.
No primeiro encontro com o prefeito Fernando Haddad (PT) em São Paulo após a posse, a presidente Dilma Rousseff anunciou nesta sexta-feira a entrega de 300 unidades habitacionais na zona leste da capital
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'A sua população não pode morar em favelas. A sua população não pode morar em habitação precária', disse ela
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Além da entrega das 300 unidades habitacionais, a Presidência e a prefeitura anunciaram uma parceria para construir a universidade federal da zona leste da capital paulista
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As residências, construídas por meio do programa Minha Casa, Minha Vida em Itaquera, zona leste paulistana
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'Por isso, eu olho para esse apartamento, olho lá dentro e quero sempre melhorar alguma coisa. Quero sempre que tenha mais parede com azulejo', disse Dilma sobre as residências entregues
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No total, os 300 imóveis, de 45 m² cada, custaram R$ 15,8 milhões
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Durante o discurso de Dilma, um grupo de moradores do assentamento Milton Santos, localizado na região de Americana (SP), que na última quarta-feira ocupou a sede do Instituto Lula na zona sul de São Paulo, pediu que o governo federal desaproprie o local onde moram
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Hoje também, o governo federal entregou para a prefeitura 84 ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)
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Além de Dilma e Haddad, estavam presentes o ministro da Saúde, Alexandre Padrilha, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, todos do PT
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Mais cedo, a presidente e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) participaram de lançamento do projeto da construção do Centro Paralímpico Brasileiro, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado
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De acordo com a presidente, o encontro dá inicio a uma serie de parcerias com a prefeitura e o governo do Estado
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A previsão é que o centro fique pronto em 2015, um ano antes dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro
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Ainda no encontro, Haddad elogiou a decisão do governo de reduzir a conta de luz, medida anunciada na última quarta-feira em rede nacional
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Em pronunciamento na TV, a presidente anunciou um desconto de 18% nas contas residenciais a partir de quinta-feira. No caso da indústria, agricultura, comércio e serviços, a redução foi de até 32%. A medida foi criticada pela oposição, que a considerou eleitoreira e a interpretou como uma estratégia para projetar a reeleição de Dilma em 2014
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Em seu discurso em São Paulo, Dilma fez uma crítica velada à oposição ao afirmar que, apesar da descrença de algumas pessoas, 'o Brasil vai crescer' economicamente. 'Eu acredito muito que o Brasil vai crescer, vai crescer muito. Mesmo que tenha gente que, num primeiro momento foi pessimista, fala que o Brasil não vai crescer. Não acreditem'