Greve do Metrô e da CPTM: Prefeitura de SP suspende rodízio e amplia frota de ônibus para esta terça
Proibição de circulação de veículos nas faixas e corredores de ônibus continua, assim como vagas rotativas de Zona Azul
Por causa da greve unificada anunciada para esta terça-feira, 28, que inclui a interrupção dos serviços de transporte da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a Prefeitura de São Paulo decretou ponto facultativo. A administração também informou que vai suspender o rodízio de veículos e vai disponibilizar mais ônibus na capital enquanto as mobilizações estiverem em curso. Acompanhe aqui o funcionamento das linhas nesta terça.
A decisão foi anunciada na tarde desta segunda-feira, 27. Em nota, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) informou que a Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT) e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) suspenderam o rodízio de veículos durante toda terça.
Greve do Metrô e da CPTM: governo de SP decreta ponto facultativo nesta terça-feira; veja como será
Confirmada para esta terça, a greve de metroviários e ferroviários inclui também funcionários da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), professores da rede estadual de ensino e profissionais de outros serviços, como Fundação Casa.
Os manifestantes convocaram o movimento como forma de protesto às medidas adotadas pela gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) de privatizar serviços com a Sabesp, e linhas do Metrô e da CPTM. As categorias também defendem que esse processo precisa ser feito por meio de um plebiscito, pedem para que o governo recontrate funcionários do Metrô demitidos por conta de paralisações anteriores.
Em comunicado divulgado na noite desta segunda-feira, o governo do Estado chamou a paralisação de "uma greve abusiva e política dos sindicatos de trabalhadores do Metrô, da CPTM e da Sabesp". O movimento, segundo o governo, deve deixar mais de 4,6 milhões de passageiros sem acesso ao transporte sobre trilhos e provocar perdas de mais de R$ 60 milhões ao comércio nesta terça-feira.
"Ao ignorarem a lei que rege o direito à greve, os sindicalistas tornam toda uma população refém de interesses políticos e corporativos. Em menos de dois meses, tal prática inescrupulosa já prejudicou milhões de pessoas tanto na greve do dia 3 de outubro como no feriado do dia 12 do último mês. E o mesmo acontecerá de novo nesta terça", diz trecho do comunicado.
Nesta segunda, 27, a Justiça determinou que os metroviários e ferroviários trabalhem, respectivamente, com 80% e 85% do efetivo nos horários de pico, e com 60% nos demais períodos. Os funcionários da Sabesp também estão sendo ordenados, judicialmente, a não paralisar 100% das atividades e manter a operação de serviços essenciais durante toda terça.
Se as medidas forem descumpridas, os sindicatos de cada categoria estão sujeito a pagar uma multa de até R$ 700 mil. Questionado, o sindicato dos metroviários afirmam que vai recorrer da decisão. A reportagem não conseguiu retorno das demais categoriais.