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Familiares de vítimas reclamam de falta de assistência da cervejaria Backer

Em carta aberta, eles alegam que empresa não cumpriu acordo para pagamento do tratamento de saúde das pessoas contaminadas

11 fev 2020
13h05
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BELO HORIZONTE - Parentes e vítimas de possível intoxicação por dietilenoglicol depois de beberem cerveja Belorizontina, da marca Backer, acusam a empresa de não cumprir acordo para pagamento do tratamento de saúde das pessoas contaminadas. Uma carta aberta divulgada na noite de segunda-feira, 10, afirma que há pacientes em coma, tetraplégicos e que alguns ainda estão à espera de tratamento via Sistema Único de Saúde (SUS). Quem já deixou o hospital, diz o texto, não tem condições de trabalho por apresentar problemas neurológicos e de visão.

A carta afirma que "no dia 30 de janeiro deste ano, o Ministério Público de Minas Gerais notificou familiares das vítimas e a cervejaria para uma audiência pública, na qual ficou ajustado que a cervejaria custearia as despesas envolvendo o tratamento de saúde das vítimas intoxicadas e auxílio psicológico a todos os familiares. Ficou acordado que a empresa realizaria reuniões individualizadas com os representantes das vítimas e, em 72 (setenta e duas) horas, efetivaria o custeio das despesas por eles apontadas ou apresentaria negativa fundamentada", diz o texto.

Em nota, a empresa afirma que "as tratativas feitas em conjunto com o Ministério Público Estadual estão sendo observadas na íntegra e todas as comunicações oficiais estão sendo formalizadas perante a autoridade competente que está ciente do cumprimento dos atos pela empresa". A reportagem acionou o MP e aguarda resposta.

Até o momento, há confirmação de seis mortes suspeitas de intoxicação por dietilenoglicol após terem ingerido a cerveja Belorinzontina. Ao todo, estão sendo investigados pela Polícia Civil 33 casos suspeitos de contaminação pela substância.

Estadão
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