Estagiárias denunciam funcionário de supermercado por importunação sexual em Porto Alegre
Denúncia envolve funcionário de unidade do Bistek em Porto Alegre. Segundo boletim de ocorrência, empresa teria sido comunicada sobre os episódios, mas funcionário permanece trabalhando
Estagiárias de uma unidade da rede Bistek Supermercados, em Porto Alegre, denunciaram um subcoordenador por importunação sexual. O caso foi formalizado na Polícia Civil por uma jovem de 17 anos, que relatou toques físicos e comentários inadequados. Outras funcionárias relatam abusos semelhantes e questionam a permanência do suspeito na loja, mesmo após os avisos ao RH e à gerência. O caso está sob investigação da 3ª DPCA, enquanto a empresa ainda não se manifestou publicamente sobre o ocorrido.
Uma denúncia envolvendo relatos de importunação sexual contra estagiárias chegou ao Porto Alegre 24 Horas. O caso também foi formalizado pela vítima junto à Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio de boletim de ocorrência.
O caso envolve uma unidade do Bistek Supermercados localizada na Avenida Nilo Peçanha, no bairro Bela Vista, em Porto Alegre. Segundo os relatos recebidos pela reportagem, o funcionário, que atua como subcoordenador do setor de frios, teria adotado comportamentos de cunho sexual em relação a estagiárias que trabalhavam no supermercado.
Conforme o boletim de ocorrência, registrado em 21 de agosto junto à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento da Criança e do Adolescente (DECA/DPGV), uma adolescente de 17 anos, que atuava como estagiária na loja virtual do supermercado, relatou episódios atribuídos ao funcionário.
Segundo o documento, o primeiro episódio teria ocorrido entre os dias 10 e 15 de maio. Na ocasião, conforme o relato, o funcionário teria se aproximado da adolescente em um corredor do estabelecimento, tocado em seu corpo e feito comentários de cunho sexual.
Ainda de acordo com o registro policial, a situação teria sido comunicada posteriormente à empresa de estágio. Em 4 de agosto, a adolescente teria sido chamada pelo setor de Recursos Humanos do supermercado. Conforme consta no boletim, a empresa informou estar ciente do ocorrido e que adotaria as providências cabíveis.
O documento registra também que a adolescente teria sido informada de que as imagens das câmeras de segurança permaneceriam armazenadas por 30 dias. A família afirma, no entanto, que não recebeu informações sobre eventuais medidas adotadas pela empresa.
Ainda segundo o boletim, o funcionário continuaria frequentando o mesmo ambiente de trabalho e teriam ocorrido novos episódios de abordagem e constrangimento.
Outras estagiárias relatam situações semelhantes
Além do caso registrado na Polícia Civil, o Porto Alegre 24 Horas recebeu relatos de outras estagiárias que afirmam ter vivenciado situações semelhantes envolvendo o mesmo funcionário. As informações estão sendo apuradas pela reportagem.
A permanência do funcionário no ambiente de trabalho, mesmo após os relatos terem sido levados à gerência e ao setor de Recursos Humanos, é um dos principais questionamentos apresentados pelas denunciantes.
Conforme consta no documento policial, o caso foi encaminhado à 3ª DPCA de Porto Alegre para as providências cabíveis.
O Porto Alegre 24 Horas procurou o Bistek Supermercados e as demais partes envolvidas para esclarecer quais medidas foram adotadas após a empresa tomar conhecimento das denúncias. Até a publicação desta matéria, aguardávamos o retorno.
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