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'Digitalização não resolve tudo, daqui a pouco não conseguiremos pagar nuvem', diz secretária de SP

No São Paulo Innovation Week, secretária de Gestão da Prefeitura de São Paulo, Marcela Arruda, alertou para dificuldades com inovações tecnológicas

13 mai 2026 - 14h52
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A Prefeitura de São Paulo tem mais de 20 milhões de processos físicos em seus arquivos. Desde 2015, os documentos que contam toda a história da cidade mais populosa e rica do País passaram a ser digitalizados. Hoje, já são 8 milhões de processos digitais, e a tendência para os próximos anos é ter apenas suas versões virtuais. Mas a secretária municipal de Gestão, Marcela Arruda, alerta que isso não resolveu todos os problemas: os custos para manter os documentos físicos não reduziram por causa da digitalização, já que é necessário pagar para manter os dados na nuvem.

"As complexidades de hoje, que parecem já estar resolvidas, não estão. Se o meu problema for recurso público e dinheiro, daqui a pouco não conseguirei pagar a nuvem", defendeu Marcela. A declaração ocorreu na palestra São Paulo como Laboratório de Inovação Urbana, no São Paulo Innovation Week (SPIW), maior festival global de tecnologia e inovação. O evento é realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap, entre esta quarta-feira, 13, e sexta, 15.

Para a secretária, esse desafio não é apenas do setor público, mas também vale para a iniciativa privada. "Qual estratégia vai sustentar esses custos a longo prazo?", questiona.

A secretária municipal de Gestão da Prefeitura de São Paulo, Marcela Arruda, na palestra “São Paulo como Laboratório de Inovação Urbana”, no São Paulo Innovation Week (SPIW).
A secretária municipal de Gestão da Prefeitura de São Paulo, Marcela Arruda, na palestra “São Paulo como Laboratório de Inovação Urbana”, no São Paulo Innovation Week (SPIW).
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão

O presidente da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo (Prodam), Francisco Forbes, destaca ser impossível gerenciar uma cidade do tamanho de São Paulo sem tecnologia. Mas afirma que a digitalização não pode ocorrer "de forma burra".

Forbes afirma que esse processo precisa envolver a eliminação de dados e sistemas que são dispensáveis. "A digitalização precisa ser pensada de uma maneira perene e não temporária. Temos secretarias com mais de 10 sistemas sobrepostos e com bancos de dados sobrepostos. Você acaba tendo uma pilha de digitalização, que é uma complexidade para gerenciar e uma porta aberta para ataques cibernéticos."

O presidente da Prodam, Francisco Forbes, na palestra “São Paulo como Laboratório de Inovação Urbana”, no São Paulo Innovation Week (SPIW).
O presidente da Prodam, Francisco Forbes, na palestra “São Paulo como Laboratório de Inovação Urbana”, no São Paulo Innovation Week (SPIW).
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão

"Quanto mais digitais, mais vulneráveis estamos", aponta o presidente da Prodam. "Qualquer sistema que subimos na nuvem ajuda com algum problema, mas é uma porta aberta para criminosos tentarem invadir."

Segundo ele, a Prodam não sofreu nenhum ataque cibernético. "Isso é um desafio hercúleo porque temos 100 milhões de tentativas de ataques todos os meses."

São Paulo Innovation Week

Público assiste palestra “São Paulo como Laboratório de Inovação Urbana” no São Paulo Innovation Week (SPIW).
Público assiste palestra “São Paulo como Laboratório de Inovação Urbana” no São Paulo Innovation Week (SPIW).
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão

O SPIW terá formato similar ao do Rio Innovation Week e vai ocupar espaços simbólicos da cidade: a Arena Pacaembu e a Fundação Armando Alvares Penteado (Faap).

A previsão é de que a nova conferência atraia 30 mil visitantes por dia com palestras de grandes nomes internacionais e brasileiros, debates, espaços para troca de conhecimento e palcos com performances e atrações musicais.

Entre os mais de 2 mil palestrantes convidados para os três dias do evento, estão especialistas brasileiros e estrangeiros em áreas como ciência, saúde, educação, agronegócio, finanças, mobilidade, geopolítica, esportes, sustentabilidade, arte, música e filosofia, entre muitas outras.

Estadão
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