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Corpo de jovem que estava desaparecida é encontrado em trilha em São Sebastião

De acordo com a Polícia Civil, Julia Rosenberg, 21, foi encontrada parcialmente enterrada, com folhas cobrindo a cabeça e sinais de estrangulamento; não havia indícios de violência sexual

7 jul 2020
12h16
atualizado em 8/7/2020 às 07h31
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Os bombeiros localizaram nesta segunda-feira, 6, o corpo de Julia Rosenberg, de 21 anos, em uma trilha em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. A jovem havia desaparecido na manhã de domingo, 5, após sair para fazer uma trilha entre as praias de Paúba e Maresias. Julia morava no Jardim Paulista, na capital, mas estava passando a quarentena com os pais em São Sebastião.

Segundo a Polícia Civil, o corpo foi encontrado parcialmente enterrado, com folhas cobrindo a cabeça e sinais de estrangulamento. Ainda segundo a polícia, não havia sinais de violência sexual, mas a hipótese não está totalmente descartada dentro da investigação. "O corpo foi encontrado parcialmente enterrado, com terra e folhas por cima. Havia marcas no pescoço, por isso a causa da morte teria sido asfixia. A jovem não aparentava ter outras lesões ou fraturas", disse o delegado seccional do litoral norte, Múcio Alvarenga.

Corpo de Julia Rosenberg, de 21 anos, foi encontrado em uma trilha em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo.
Corpo de Julia Rosenberg, de 21 anos, foi encontrado em uma trilha em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo.
Foto: Reprodução/Facebook / Estadão

O crime foi tipificado pela Polícia Civil como latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. "Diversas pessoas já foram ouvidas e estamos seguindo algumas linhas de investigação. Os pertences da vítima não foram encontrados com ela, por isso o crime foi tipificado como latrocínio", explicou o delegado Alexandre Bertolini, titular do 2º distrito policial de Boiçucanga.

Em umas das imagens obtidas pelos policiais, um homem é visto caminhando pelo mesmo local em que a jovem passou, cerca de 30 minutos depois dela. Segundo o delegado, trata-se de um senhor que já foi ouvido pela investigação. "Ele mora em Maresias e trabalha em Paúba, faz esse percurso quase todos os dias e não é considerado suspeito no momento".

Ainda segundo a polícia, uma das testemunhas ouvidas disse ter visto um homem, de 1,70m, cor parda, cabelo curto e vestindo calça ou bermuda marrom, camisa de mesma cor, e chinelo branco próximo ao local em que Julia foi vista e em horário aproximado. Os policiais seguem em busca de imagens que possam ajudá-los a encontrar o criminoso e aguardam o laudo oficial da perícia.

Segundo a perícia, o celular, o par de tênis e uma pochete que Julia usava durante a trilha não foram encontrados junto ao corpo; porém, a cinta da pochete foi usada para asfixiá-la e também foi encontrada uma máscara dentro da boca da jovem. Além disso, uma marmita foi achada próxima ao corpo.

Homenagens

A partir do comunicado da morte de Julia, diversas homenagens foram realizadas. "Hoje o dia ficou mais triste. Perdi uma das pessoas que me acompanhou desde o primeiro dia na faculdade", escreveu um amigos.

A namorada de Julia também prestou uma homenagem ao postar uma foto da jovem. "Você é e sempre será o amor de minha vida".

Nos comentários das postagens, eram facilmente identificadas mensagens de conforto aos familiares e amigos. Pessoas próximas trocaram as fotos de perfil por imagens e símbolos que declaravam luto.

Filha de pai inglês, Peter Rosenberg, e mãe brasileira, Carla Rosenberg, Julia nasceu na Holanda e com quatro anos de idade veio para o Brasil. Ela cursava o quinto semestre de medicina veterinária na Universidade Anhembi Morumbi, no campus Mooca, e fazia estágio no laboratório da USP. Fora da vida universitária e do trabalho, Julia tinha como hobby a dança.

"A gente sempre podia contar com ela para tudo. Ela sempre tinha uma palavra de conforto, um ombro amigo. Não podia ver ninguém triste que se desdobrava para melhorar o dia da pessoa", contou o amigo Igor Silito. "Foi um choque muito grande saber do desaparecimento. Pensei mil coisas que poderiam acontecer, menos que ela havia se perdido. Ela passava lá todos os dias, conhecia aquele caminho como ninguém."

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Estadão
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