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Condenado por abusos contra criança, médico ganha R$ 18 mil como chefe em hospital público

Profissional da saúde ocupa cargo de chefia no Hospital Guilherme Álvaro (HGA), em Santos, no litoral paulista

13 ago 2025 - 18h08
(atualizado às 21h43)
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Resumo
Médico condenado por abusos contra criança, que cumpre pena em regime aberto, ocupa cargo de chefia administrativa no Hospital Guilherme Álvaro, com salário de R$ 18 mil.
Profissional da saúde ocupa cargo de chefia no Hospital Guilherme Álvaro (HGA), em Santos, no litoral paulista
Profissional da saúde ocupa cargo de chefia no Hospital Guilherme Álvaro (HGA), em Santos, no litoral paulista
Foto: Divulgação/Secretaria de Saúde de São Paulo

Um médico condenado a 10 anos e oito meses de prisão por estuprar uma criança  — e que ainda cumpre pena — ocupa cargo de chefia no Hospital Guilherme Álvaro (HGA), em Santos, no litoral paulista. O caso foi levado a público pelo vereador Marcos Caseiro (PT) durante sessão da Câmara Municipal na última quinta-feira, 7.

A condenação, de 2009, refere-se a atos libidinosos, que na época era a classificação legal para o que hoje se enquadraria como estupro de vulnerável. Segundo a Justiça, os crimes sexuais foram cometidos contra a neta da esposa dele, começando quando a menina tinha apenas quatro anos de idade e persistindo até os dez anos.

Segundo os autos do processo ao qual o Terra teve acesso, os abusos ocorreram entre 1997 e 2003, em Barueri (SP). Após a condenação, o profissional fugiu para Araçatuba (SP) e foi capturado somente em 2017 pela Polícia Civil. Desde 2019, cumpre pena em regime aberto, com previsão de término em outubro de 2025.

Atualmente, o médico chefia o Núcleo Interno de Regulação (NIR) do HGA, com salário de R$ 18 mil em junho, segundo dados do Portal da Transparência. Seu CRM permanece ativo, com especialização em cirurgia cardiovascular.

Durante a sessão legislativa, o vereador Caseiro, que também é médico do HGA, afirmou que irá pedir a "imediata exclusão do profissional da unidade de saúde". "Não podemos ter pedófilos em nenhuma unidade pública da nossa cidade", declarou, anunciando requerimento para apurar como o profissional mantém o cargo.

Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde informou que o servidor "foi contratado mediante concurso, em 2007, e exerce suas atividades conforme as normativas vigentes", acrescentando que ele atua apenas na área administrativa, sem contato com pacientes. Sobre o processo criminal, a pasta afirmou que "fatos alheios à sua atuação na instituição estão sob responsabilidade das autoridades competentes".

O Terra tenta localizar a defesa do médico. O espaço permanece aberto para manifestações. 

Fonte: Redação Terra
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